Mercado fechado
  • BOVESPA

    117.669,90
    -643,33 (-0,54%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    47.627,67
    -560,48 (-1,16%)
     
  • PETROLEO CRU

    59,34
    -0,26 (-0,44%)
     
  • OURO

    1.744,10
    -14,10 (-0,80%)
     
  • BTC-USD

    60.390,71
    +2.220,52 (+3,82%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.235,89
    +8,34 (+0,68%)
     
  • S&P500

    4.128,80
    +31,63 (+0,77%)
     
  • DOW JONES

    33.800,60
    +297,03 (+0,89%)
     
  • FTSE

    6.915,75
    -26,47 (-0,38%)
     
  • HANG SENG

    28.698,80
    -309,27 (-1,07%)
     
  • NIKKEI

    29.768,06
    +59,08 (+0,20%)
     
  • NASDAQ

    13.811,00
    +63,25 (+0,46%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7625
    +0,1276 (+1,92%)
     

Com o yuan digital, China se torna a primeira potência a ter uma moeda virtual

Ramon de Souza
·2 minuto de leitura

A República Popular da China acaba de entrar para a história: trata-se da primeira potência mundial a adotar, de forma estruturada e oficial, uma moeda centralizada totalmente digital. O país já vinha ensaiando o projeto desde 2014 (o que inclusive gerou diversos golpes e rumores maliciosos ao longo destes últimos anos), mas foi só no final de 2020 que os testes foram finalizados com serviços selecionados. Agora, tudo indica que o yuan digital está pronto para começar a “circular” — se é que tal palavra pode ser empregada neste caso.

Batizada internamente como Pagamento Eletrônico em Moeda Digital (Digital Currency Electronic Payment ou DCEP), o yuan digital em nada se assemelha ao bitcoin ou outros criptoativos que dependem de uma rede blockchain descentralizada. Ele será emitido, controlado e fiscalizado pelo Banco Popular da China (BPC), entidade financeira máxima do país. Ademais, embora seja prometido um nível mínimo de anonimato nas transações, adotar a anonimização total estaria “fora de cogitação”.

Afinal, estamos falando da China, uma região com um forte histórico de vigilância doméstica e pouca preocupação com a privacidade de seus cidadãos. O país já é bastante independente de cédulas e moedas físicas — o uso de cartões de crédito e aplicativos financeiros (por lá, é possível transferir valores pelo mensageiro WeChat) já digitalizou boa parte das transações. Porém, tudo indica que o governo chinês quer afastar de uma vez por todas a população das criptomoedas descentralizadas.

<em>Imagem: Reprodução/twenty20photos (Envato)</em>
Imagem: Reprodução/twenty20photos (Envato)

Ao mesmo tempo em que a anonimização completa estaria fora dos planos do país (para evitar problemas com evasão de impostos e lavagem de dinheiro), a China promete certo nível de privacidade para transações abaixo de determinada faixa monetária. Para movimentar seus primeiros yuans digitais, tudo o que será necessário é ter uma linha de telefone celular ativa (e, para isso, é preciso prover um documento de identidade com foto para a operadora); movimentações mais altas devem demandar mais dados pessoais.

Com analistas prevendo que o yuan se tornará em breve a terceira maior reserva monetária do planeta (ficando atrás apenas do dólar e do euro), outro plano do BPC é tornar o yuan digital global. Para isso, entidades governamentais já estariam em discussões com instituições bancárias de Hong Kong, Tailândia e Emirados Árabes Unidos, para que testes também possam ser efetuados nessas regiões.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: