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Com mudanças na reforma do IR e Fed, dólar cai quase 2% para R$ 5,08

·4 minuto de leitura
***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 24.01.2019 - Cédulas de dólar. (Foto Gabriel Cabral/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 24.01.2019 - Cédulas de dólar. (Foto Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O real foi a moeda que mais se valorizou no mundo nesta quarta-feira (14). A divisa ganhou força com as mudanças na proposta de reforma do Imposto de Renda, que atendem demanda de empresários e favorecem o mercado de capitais.

O parecer manteve a taxação sobre lucros e dividendos em 20% e o fim da dedutibilidade de juros sobre capital próprio, mas excluiu a tributação dos rendimentos dos FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário), entre outras mudanças.

"Estamos vendo avanços na reforma tributária, com ajustes positivos para a economia, apesar da taxação de dividendos, diz Paloma Brum, economista da Toro Investimentos. "Esses ajustes podem reduzir a carga do Imposto de Renda sobre pessoa jurídica."

O dólar fechou em queda de 1,87% ante o real, a R$ 5,0840, menor valor desde 2 de julho. Essa é a desvalorização diária mais acentuada da moeda desde 31 de março de 2020, quando caiu 2,23%.

Na visão do gestor da Galapagos Capital Scott Hodgson, há a percepção de que as mudanças não serão tão onerosas como sinalizava a proposta original.

Além disso, o dia foi positivo para moedas emergentes com a defesa de estímulos econômicos por mais tempo pelo Fed (banco central americano).

Em uma audiência perante o Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Deputados dos EUA nesta quarta, o presidente do Fed, Jerome Powell disse que a política monetária dos EUA oferecerá "apoio poderoso" à economia "até que a recuperação esteja completa" e qualquer movimento para retirar o apoio à economia, reduzindo primeiro as compras mensais US$ 120 bilhões de títulos "ainda está longe".

Apesar da recente alta do emprego no país, a autoridade vê que ainda há um longo caminho a percorrer. A alta na inflação, por sua vez, pouco preocupa. Segundo Powell, o ritmo de alta da inflação é mais rápido do que o esperado, mas irá se acomodar.

"O dilema do Fed é distinguir quanto (do salto da inflação) é transitório e não exige redução de estímulos e quanto é permanente, que precisa ser combatido com menos liquidez e aumento das taxas de juros", explicaram analistas da Genial Investimentos em nota matinal.

Já o Ibovespa fechou em leve alta de 0,19%, a 128.406 pontos.

De acordo com o estrategista da RB Investimentos Gustavo Cruz, o mercado está dividido sobre a inflação nos EUA ser ou não transitória. "Por isso a tendência positiva quando fica mais claro que ele vai demorar mais para tomar essa decisão (sobre redução dos estímulos monetários)", afirmou.

O destaque negativo do índice foi das ações de mineradoras, após o ministro da Economia, Paulo Guedes, dizer que gostaria de baixar tarifas de importação para insumos de construção civil ao jornal Valor Econômico.

CSN recuou 3,98% e Usiminas, 3,46%. Vale caiu 0,54%.

Banco Inter saltou 6,08%, renovando máximas históricas, enquanto os grandes bancos de varejo perderam fôlego durante a sessão. Itaú Unibanco e Bradesco terminaram com acréscimos respectivos de 0,13% e 0,44%, após subirem mais de 3% cada.

Localiza e Unidas valorizaram-se 3,64% e 2,41%, respectivamente, em meio a expectativas ligadas ao desfecho da fusão entre elas, em análise no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Cosan fechou em alta de 2,2%, após joint venture dela com a Shell, a Raízen, definir faixa estimativa de R$ 7,40 a R$ 9,60 por ação em IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês) que busca levantar R$ 6,9 bilhões. A fixação do preço está prevista para 3 de agosto.

As ações preferenciais (mais negociadas) da Petrobras caíram 0,82%, em meio ao declínio do petróleo no exterior, mesmo com queda nos estoques da commodity dos EUA pela oitava semana seguida, tendo no radar notícia de que a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos chegaram a acordo sobre a política de oferta da Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados).

SmartFit disparou 34,78%, em estreia na B3, após a rede de academias de ginástica levantar R$ 2,3 bilhões no seu IPO.

Arezzo, que não está no Ibovespa, subiu 2,4%, após anunciar aquisição da My Shoes e acordo com o Mercado Livre para vender produtos da nova marca na plataforma.

Nos Estados Unidos, o índice S&P 500 subiu 0,12% e o Dow Jones, 0,13%. O Nasdaq caiu 0,22%.

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