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Com missão THEMIS, da NASA, cientistas solucionam enigma de aurora misteriosa

Danielle Cassita
·2 minutos de leitura

Um tipo especial de aurora vinha intrigando cientistas: as auroral beads (ou "contas aurorais", em tradução livre). Elas costumam iluminar o céu antes das conhecidas auroras boreais. Assim, com modelos computacionais combinados à missão THEMIS, da NASA, os pesquisadores puderam encontrar as primeiras evidências dos eventos espaciais que causam o fenômeno. Os resultados da pesquisa foram publicados nas revistas Geophysical Research Letters e Journal of Geophysical Research: Space Physics.

A missão Time History of Events and Macroscale Interactions during Substorms (THEMIS) foi lançada em 2007 e, desde então, vem registrando detalhes da magnetosfera para os pesquisadores compreenderem a relação entre subtempestades e auroras. Então, os novos modelos mostraram que, na verdade, esse fenômeno diferente é causado por uma turbulência no plasma que envolve a Terra.

Evgeny Panov, autor que liderou um dos estudos, explica que as observações da THEMIS revelaram turbulências no espaço. Essas turbulências causam fluxos que iluminam o céu como pérolas - ou contas - brilhando em um "colar de aurora". "Essas turbulências no espaço são inicialmente causadas por elétrons mais leves e mais ágeis. Eles se movem com o peso de partículas muito mais pesadas, que podem se tornar subtempestades aurorais completas", explica. "Agora sabemos com certeza que a formação dessas contas é parte do processo que causa uma subtempestade no espaço", diz Vassilis Angelopoulos, principal investigador da THEMIS.

Aurora de "contas" observada da ISS (Imagem: NASA)
Aurora de "contas" observada da ISS (Imagem: NASA)

Este processo ocorre devido às nuvens de plasma que saem do Sol, passam pela Terra e interagem com o campo magnético do nosso planeta. Então, ocorre um processo que cria bolhas de plasma que se comportam quase como uma lâmpada de lava: as diferenças de peso das bolhas e do plasma faz com que eles flutuem de diferentes formas, e essa diferença gera formações que se parecem "dedos de plasma" na magnetosfera. Esses dedos se estendem em direção à Terra e criam essas estruturas curiosas na aurora.

Agora que descobriram que as contas aurorais vêm antes das subtempestades, os astrônomos querem entender o que e como elas podem causar as subtempestades. "Agora que podemos usar modelos globais para caracterizar e investigar as pequenas estruturas presentes nas auroras, várias portas novas podem se abrir", finaliza Kareem Sorathia, autora líder de um dos artigos e cientista do Center for Geospace Storms, da NASA.

Fonte: Canaltech

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