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Com mais bicicletas e games, brasileiro verá no 4ºtri volta da economia, diz Itaú

·3 minuto de leitura

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A busca por atividades ao ar livre, seja andar de bicicleta ou fazer compras em feiras de rua, cresceu durante a pandemia, assim como a vontade de consumir mais produtos saudáveis em hortifrútis e fazer mais exames de rotina e prevenção.

Mas, para enfrentar as longas horas de confinamento, o consumidor não abriu mão dos videogames e jogos digitais, cuja compra disparou. Da mesma maneira, se tornou fã dos aplicativos de entrega de comida, enquanto procurou tornar a casa mais confortável para o trabalho à distância.

O modo de viver do consumidor durante a pandemia consta do estudo Análise do Comportamento de Consumo, elaborado trimestralmente pelo Itaú, que resume a maneira como a classe média no Brasil tem enfrentado o isolamento.

O estudo toma como base os 50 milhões de clientes do banco e a clientela que usa o sistema Rede, do Itaú, dono de uma fatia de 30% do mercado brasileiro de adquirência (maquininhas de cartão). O Itaú é o maior banco da América Latina em total de ativos. A análise foi feita por Moisés Nascimento, diretor de estratégias e engenharia de dados do banco, e por Mário Mesquita, economista-chefe do Itaú.

Na visão de Mesquita, até o quarto trimestre do ano, a economia do país estará normalizada.

"Ainda existe o risco de novas variantes surgirem, mas, com o avanço da vacinação, prevemos crescimento de 5% no PIB [Produto Interno Bruto] do país este ano", diz o economista, ressaltando que o patamar pode ser revisto para cima, a partir dos resultados apontados no primeiro trimestre.

Ao comentar os dados divulgados nesta quarta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que apontam uma alta de 8,06% acumulada em 12 meses até maio no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), Mesquita diz que o Banco Central deve continuar com a tendência de alta nos juros. Hoje, a taxa Selic está em 3,50% ao ano.

"Vemos a recuperação da atividade econômica e do emprego, no entanto, a dinâmica salarial ainda está contida", afirmou Mesquita. "Os salários são o fator de contenção da pressão inflacionária".

O Itaú Data Trends (IDAT) aponta recuperação parcial do mercado de trabalho formal. Cerca de 20% das folhas de pagamento do país são processadas pelo Itaú, segundo o economista.

Empresas se acostumaram a operar na pandemia No primeiro trimestre deste ano, houve um aumento de 8,7% no valor transacionado no varejo na comparação com o mesmo período de 2020. Só em março, o aumento foi de 17,9%. "As empresas mostraram que conseguiram adaptar suas operações à pandemia", diz Moisés Nascimento.

Do total transacionado, 79,1% foram no varejo físico (45,6% crédito e 33,4% débito), enquanto 20,9% foram no online (20,8% crédito e 0,1% débito). As vendas no varejo físico cresceram 3,7% no período, contra 32,5% das vendas online.

No varejo físico, quem mais vendeu entre janeiro e março, em relação ao primeiro trimestre de 2020, foram os atacadistas (alta de 37,3%) e material de construção (35,9%). Quem mais perdeu venda foram os setores de educação (queda de 32,1%) e turismo (recuo de 27,8%).

Já no online, o consumo disparou em aplicativos e restaurantes (143% de alta) e nas lojas de departamento (135,7%). Já a queda nas vendas digitais foi observada pelos setores de turismo (-46,7%) e lazer (-14,3%).

Na busca por mais conforto e entretenimento em casa, houve um aumento de 59% na compra de ar-condicionado e de 165% em videogames e bens digitais.

As vendas de bicicletas cresceram 52% no período, enquanto os gastos em feiras livres (+47%) e em hortifruti (+22%) também avançaram. Em laboratórios de análises clínicas, o crescimento foi de 80%.