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Brasil registra mais 748 mortes por covid e total passa de 51,4 mil

G1

País já tem mais casos confirmados da doença que Rússia e Índia juntos, o 3º e o 4º países com mais casos no mundo O Brasil registrou 748 novas mortes causadas pela covid-19 nas últimas 24 horas, indicou levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de Saúde. Com isso, o total chega a 51.407 desde o início da pandemia. Já o número de pessoas infectadas pelo coronavírus chegou a 1.111.348 nesta segunda-feira, com 24.358 novos casos confirmados.

O Brasil já tem mais casos confirmados da doença que Rússia e Índia juntos, o 3º e o 4º países com mais casos no mundo, de acordo com dados compilados pela Universidade Johns Hopkins. O país só fica atrás dos EUA em número de doentes – e também mortos.

Nesta segunda, o Ministério da Saúde publicou um novo balanço. Segundo a pasta, houve 654 novos óbitos e 21.432 novos casos, somando 51.271 mortes e 1.106.470 casos desde o começo da pandemia – números menores que os apurados pelo consórcio.

No levantamento do ministério, do total de mortes notificadas hoje, 267 ocorreram nos últimos três dias. Outros 3.912 óbitos por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) ainda estão em investigação.

Consórcio de veículos de imprensa

Os dados divulgados nesta quarta (17) foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa desde o dia 8 para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.

O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus.

A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa.

Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança.

A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite da quinta-feira (4). Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação.

Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica.

No domingo (7), o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas.

Apenas no dia 9 o ministério voltou a divulgar os dados completos, obedecendo a ordem do STF.

covid-19; coronavírus; teste

fernando zhiminaicela/Pixabay