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Com mais de 600 milhões de usuários, Edge já é mais popular do que Firefox

Ramon de Souza
·2 minuto de leitura

Já faz anos que o Chrome, do Google, reina absoluto no mercado de navegadores web. Ele nasceu e conquistou os internautas por sua interface amigável, um comportamento estável e um desempenho superior aos concorrentes da época. Esse panorama, porém, pode mudar no futuro — o Edge, da Microsoft, está vindo com tudo.

O Edge, vale lembrar, foi originalmente lançado para aposentar de vez o retrógrado Internet Explorer, sendo desenvolvido do zero (sem usar nenhum projeto base). O browser não vingou e, em janeiro de 2020, a Microsoft resolveu remodelá-lo completamente, tomando como base o núcleo de código-aberto Chromium, do qual derivam vários outros navegadores — incluindo o Vivaldi e, é claro, o próprio Google Chrome.

Agora, um ano depois de tal decisão, os frutos da escolha já começam a amadurecer. O software, que até então tinha uma participação mínima no mercado, já ocupa o segundo lugar no ranking de navegadores mais utilizados ao redor do mundo, de acordo com o último levantamento do NetMarketShare. Ele já representa, segundo estatísticas de outubro de 2020, uma fatia de 10,22% desse setor.

<em>Imagem: Divulgação/Microsoft</em>
Imagem: Divulgação/Microsoft

Claro, o Edge ainda está bem longe do “rei” Google Chrome, que senta no trono de ouro relaxadamente com um market share de 69,25%. Porém, ele já é mais popular do que o Firefox, da Mozilla (7,22%), o Internet Explorer (5,5%) e o Safari, da Apple (3,40%). Segundo a própria Microsoft, o programa já conta com cerca de 600 milhões de usuários ativos — um crescimento expressivo para apenas um ano.

Escolhas bem-acertadas

Embora esteja crescendo em ritmo relativamente lento, o Edge tem potencial para alcançar um número cada vez maior de internautas. Isso se deve sobretudo a dois fatores, e o primeiro deles é a disponibilidade: a Microsoft lançou versões para Windows, macOS, Android, iOS e até mesmo Linux, permitindo que o usuário mantenha suas preferências e configurações sincronizadas entre diferentes dispositivos.

O segundo fator é justamente a escolha do núcleo Chromium. O browser se tornou muito mais ágil desde que foi remodelado e automaticamente ganhou compatibilidade com a ampla gama de extensões já projetadas para o Google Chrome.

Fonte: Canaltech

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