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Com mais de 12 bilhões de anos, esta é a galáxia espiral mais antiga já vista

·3 minuto de leitura

Galáxia espiral é o tipo mais comum pelo universo e corresponde a cerca de 70% de todas as que conhecemos até hoje. Inclusive, a Via Láctea, que é a galáxia da qual o Sistema Solar faz parte, pertence a uma galáxia deste tipo. A origem dessas grandes estruturas ainda é desconhecida, mas um grupo de pesquisadores, ao analisar dados obtidos pelo radiotelescópio Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), observou a galáxia mais antiga em formato espiral, formada a apenas 1,4 bilhão de anos depois do Big Bang. A descoberta pode fornecer pistas quanto à origem e evolução delas.

O principal autor do artigo, publicado no periódico científico Science, Takafumi Tsukui, da University for Advanced Studies (SOKENDAI), no Japão, relata sua animação, pois nunca tinha visto evidências tão claras de um disco em rotação, uma estrutura em espiral e a massa centralizada em uma galáxia tão distante. "A qualidade dos dados do ALMA era tão boa que consegui ver tantos detalhes que pensei que fosse uma galáxia próxima", acrescenta Tsukui.

Emissão de íons de carbono da galáxia BRI 1335-0417 detestada pelo ALMA (Imagem: Reprodução/ALMA /T. Tsukui/S. Iguchi)
Emissão de íons de carbono da galáxia BRI 1335-0417 detestada pelo ALMA (Imagem: Reprodução/ALMA /T. Tsukui/S. Iguchi)

Tsuki desenvolveu a pesquisa com Satoru Iguchi, que, além de co-autor do artigo, é professor da SOKENDAI e do Observatório Astronômico Nacional do Japão. Ao analisarem os dados obtidos pelo ALMA, notaram uma galáxia catalogada como BRI 1335-0417. Localizada a 12,4 bilhões de anos-luz, a galáxia apresenta uma grande quantidade de poeira, com isso o brilho de suas estrelas é ofuscada. Mas uma das especialidades do ALMA é enxergar o Universo em ondas de rádio e, com isso, ele detesta emissões de rádio de íons de carbono. Com isso, os pesquisadores podem investigar um pouco do que está acontecendo com a galáxia.

A análise forneceu uma estimativa para o tamanho da BRI 1335-0417, cerca de 15.000 anos-luz de diâmetro — o equivalente a um terço do tamanho da Via Láctea, estimada entre 100 e 120 mil anos-luz, e com sua massa total equivalente à da Via Láctea. "Como o BRI 1335-0417 é um objeto muito distante, podemos não ser capazes de ver a verdadeira borda da galáxia nesta observação", aponta Tsuki que também ressalta que, para uma galáxia no início do universo, esta é uma gigante.

Ilustração da Via Láctea, com aproximadamente 100 mil anos-luz de extensão (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/R. Hurt)
Ilustração da Via Láctea, com aproximadamente 100 mil anos-luz de extensão (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/R. Hurt)

Os pesquisadores querem entender como uma estrutura espiral de galáxia se formou então pouco tempo após o Big Bang, uma vez que estudos anteriores revelam que a proporção de galáxias deste tipo diminui rapidamente quando olhamos para o passado do universo — ou seja, galáxias espirais não eram nada comuns nessa época. Tsuki e Iguchi consideram algumas causas possíveis, como a interação entre galáxias menores. A BRI 1335-0417 se revela ativa, formando estrelas, e, entre as descobertas, os cientistas observaram que o gás na parte de fora da galáxia é gravitacionalmente instável — o que provoca a formação de estrelas —, provavelmente por colisão com estas pequenas galáxias.

Astrônomos acreditam que galáxias como a BRI 1335-0417 sejam as ancestrais das galáxias elípticas que conhecemos no universo de hoje. Esta galáxia antiga é uma chance de entendermos um pouco de como uma estrutura deste tipo se forma e evolui por todo o universo. Iguchi lembra que o Sistema Solar está localizado em um dos braços espirais da Via Láctea, então, “traçar as raízes da estrutura espiral nos fornecerá pistas sobre o ambiente em que o Sistema Solar nasceu”.

O artigo com os resultados da pesquisa foi publicado na revista Science.

Fonte: Canaltech

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