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Com métodos mais modernos, diagnóstico de metástase não significa sentença de morte

Evelin Azevedo
·2 minuto de leitura

RIO — Ter um diagnóstico de metástase não é mais sinônimo de receber uma sentença de morte. Na última década, de acordo com especialistas, houve uma verdadeira revolução no tratamento de câncer em geral. A inovação começa desde um diagnóstico mais eficiente, que mostra exatamente o tipo de tumor foi encontrado, até a remédios que combatem especificamente a célula cancerígena, diminuindo os efeitos colaterais do tratamento.

Segundo Mônica Stiepcich, patologista com doutorado em Oncologia e é Assessora Médica em Anatomia Patológica no Grupo Fleury, houve uma grande evolução nos exames de imagem, o que possibilita uma melhor identificação das características biológicas do câncer, assim como o desenvolvimento de painéis de expressão gênica e de mutações genéticas.

— Cada vez a gente consegue fazer uma análise mais detalhada e profunda, e, usando a inteligência artificial e a bioinformática, correlacionar todas essas características novas dos tumores, com as características clínicas dos pacientes e com as respostas às novas drogas que estão sendo inventadas. Tudo está se desenvolvendo junto — explica.

Na avaliação do oncologista Carlos Gil, diretor científico do Grupo Oncoclínicas do Brasil, o grande avanço deste novo momento é o maior conhecimento que se tem sobre “a biologia da célula do câncer, o que se tem por trás dela, os mecanismos que levam a sua geração e manutenção e, por exemplo, a geração de metástases”.

— Esses novos conhecimentos é que têm levado a ganhos em termos de controle de doença e de expectativa de vida. Podemos dizer sim que, para alguns tipos de câncer, a existência de metástase não é necessariamente uma sentença de morte. Ainda há casos que podem ser considerados curáveis — afirma.

Imunoterapia reforça defesa do paciente

A metástase é a disseminação de células tumorais malignas que se desprendem do tumor inicial e se instalam em órgãos distantes de onde o câncer surgiu pela primeira vez. Essa “migração” ocorre pela corrente sanguínea ou pelo sistema linfático.

A imunoterapia é um dos tratamentos mais novos no combate ao câncer, e já está sendo utilizado no Brasil em alguns casos. A célula cancerígena possui mecanismos que bloqueiam a atuação das células do nosso sistema imunológico. Este novo tipo de terapia quebra este bloqueio, liberando o sistema imunológico para fazer seu serviço de proteção.

— Além da imunoterapia, temos alguns tratamentos oncológicos mais específicos, melhores procedimentos cirúrgicos e uma radioterapia que evoluiu, com aparelhos mais modernos e técnicas melhores. Em todos os campos tivemos evolução, o que sem dúvida está trazendo para os pacientes, não só uma expectativa melhor, como a transformação o câncer em uma doença mais crônica — finaliza Alexandre Palladino, chefe da Oncologia Clínica do Inca.