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Com leilões, governo quer arrecadar R$ 20 bilhões até o fim de 2017

Aeroporto de Congonhas, um dos bens que devem ser leiloados (Paulo Pinto/Fotos Públicas)

Vinte e cinco leilões de privatização, que devem acontecer até o final do ano, poderão gerar ao governo brasileiro R$ 20 bilhões. A estimativa é de Tarcísio Gomes de Freitas, secretário de coordenação de projetos do Programa de Parcerias de Investimentos. “Para o ano que vem, a expectativa é que a gente faça outros 72 leilões com mais R$ 40 bilhões de outorga pelo menos”, declarou.

No final de agosto, o governo anunciou a inclusão de uma série de bens estatais no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), incluindo aeroportos, a Casa da Moeda e a Eletrobras. Dos outros 89 bens presentes na lista, 49 já foram leiloados, gerando R$ 7 bilhões desde o ano passado. O objetivo dos leilões é cumprir a meta de déficit primário de R$ 159 bilhões nos próximos anos.

As usinas da Cemig também devem ser vendidas, de acordo com Gomes de Freitas. Para ele, a liminar que impede o leilão será derrubada antes da data marcada para a atividade, de 27 de setembro. A expectativa dessa venda é de R$ 11 bilhões. “O próprio mercado não tem dúvida de que o leilão vai acontecer. Vai ser um leilão com forte competição”, afirmou.