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Com inadimplência em alta, Santander Brasil defende estratégia de cautela

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Por Aluisio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - O Santander Brasil está confiante na estratégia que adotou no final do ano passado de expandir a carteira de crédito de forma cautelosa, enquanto amplia provisões para perdas esperadas com inadimplência, disseram executivos do banco nesta terça-feira.

"Foi um movimento calculado", disse a jornalistas o presidente-executivo do banco, Mario Leão, que comandou pela primeira vez a apresentação pública de resultados do banco após ter assumido o cargo em janeiro.

A unidade local do banco espanhol no Brasil teve lucro líquido de 4,005 bilhões de reais de janeiro a março, 1,3% a mais do que um ano antes, praticamente em linha com as projeções de analistas consultados pela Refinitiv.

Porém, analistas frisaram que os resultados centrais do banco no período vieram fracos, com o índice de inadimplência acima de 90 dias subindo de 2,1% para 2,9% na comparação anual. As provisões para perdas esperadas com calotes deram um salto de 45,9% ano a ano, para 4,6 bilhões de reais.

A melhora na última linha do resultado deveu-se em parte ao menor volume de impostos pagos.

A carteira de crédito do banco avançou 7,2% ano a ano na base anual, mas encolheu em comparação ao quarto trimestre de 2021.

"Não vamos ter um crescimento acelerado da nossa carteira de crédito em 2022", disse Leão.

Segundo o diretor financeiro do Santander Brasil, Angel Santodomingo, o banco manterá a política de controle de despesas, enquanto busca ampliação das receitas com clientes na tentativa de defender seu retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE), que atingiu 20,7%, alta de 0,6 ponto percentual frente aos três meses anteriores.

(Por Aluisio Alves; edição de André Romani)

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