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Com Ideal, Itaú supera Morgan Stanley no trading de ações na B3

(Bloomberg) -- Pela primeira vez em pelo menos uma década, o Morgan Stanley não conseguiu alcançar uma das três primeiras posições no ranking de trading de ações no Brasil, caindo para o quinto lugar em meio ao crescimento dos concorrentes locais que estão unindo forças.

O Itaú tomou o terceiro lugar neste ano até 9 de agosto após o anúncio da compra da Ideal, um negócio que veio a público em janeiro e que aguarda aprovação regulatória. Excluindo o volume de trading da Ideal, o Itaú teria ficado no 10º lugar, mostram dados compilados pela Bloomberg.

“Ao comprar a Ideal, não estamos apenas adquirindo participação no mercado de trading de alta frequência”, disse Carlos Constantini, chefe de serviços de gestão de fortunas do Itaú, em entrevista. A aquisição também adiciona “um motor de uma corretora super digital, que opera apenas na nuvem com qualidade de execução impecável e grande potencial de escalabilidade”.

O Itaú vem comprando concorrentes ao mesmo tempo em que vem vendendo sua participação minoritária na maior corretora do país, a XP. A Ideal, especializada em trading de alta frequência e serviços de corretora, foi fundada por Nilson Monteiro, que era chefe de trading de ações e de trading eletrônico da América Latina no UBS antes de sair com parte de sua equipe em 2019.

Eduardo Mendez, chefe de vendas e trading de ações da América Latina do Morgan Stanley, disse que os rankings por volume “não são necessariamente indicativos de oportunidades de negócios”.

“Estamos mais focados em atender às necessidades dos clientes e garantir rentabilidade a longo prazo”, disse Mendez em entrevista. “Por isso, planejamos manter uma equipe enxuta e nossa estratégia de longo prazo de foco em grandes clientes institucionais do Brasil ou do exterior.”

O Morgan Stanley, que não atende pessoas físicas no Brasil, está entre os maiores no negócio de total return swaps, que dão aos investidores internacionais o mesmo retorno que obteriam se possuíssem ações ou investissem em um índice local sem ter que abrir uma conta doméstica ou lidar com outras regulamentações brasileiras de investimento.

As pessoas físicas estão vendendo ações em meio ao aumento das taxas de juros no Brasil e nos EUA, e os fundos de ações tiveram uma saída líquida de mais de R$ 50 bilhões desde o início do ano, segundo a associação de mercado de capitais, a Anbima. O volume médio diário negociado no Brasil caiu 14% neste ano até 8 de agosto, para R$ 28,8 bilhões, segundo a B3.

Mendez, do Morgan Stanley, disse que a eleição presidencial de outubro ainda não afeta as apostas dos investidores em ações.

“As dúvidas são todas sobre as taxas de juros dos EUA e se isso vai gerar uma recessão global ou não”, disse ele.

A participação de mercado do UBS no Brasil subiu para 12,2% ante 11,4% um ano antes, deixando o banco suíço em segundo lugar no ranking com R$ 1,05 trilhão negociados.

“Vimos uma entrada muito significativa de investimentos estrangeiros nos mercados acionários brasileiros, principalmente no primeiro trimestre do ano, pois os investidores realocaram portfólios, saindo de nações como Rússia e China devido ao conflito na Ucrânia”, disse Daniel Mendonça de Barros, chefe de global markets na América Latina do UBS, em entrevista. “Ao mesmo tempo, os fundos locais tiveram saídas importantes.”

O UBS já era o segundo maior em trading de ações no Brasil quando lançou uma joint venture com o estatal Banco do Brasil, o segundo maior banco da América Latina em ativos, em 2020.

O UBS tem uma das principais corretoras de trading de alta frequência e está ganhando participação em total return swaps. Neste mês, o banco passou a absorver parte do fluxo dos clientes de varejo do Banco do Brasil.

A XP continua sendo a maior corretora em trading de ações no Brasil, incluindo a Rico, Clear e Socopa, com R$ 1,25 trilhão em volume no período, segundo dados compilados pela Bloomberg.

A empresa responde por cerca de 50% do fluxo de clientes pessoa física, disse Lucas Rabechini, diretor de produtos financeiros da XP.

“Temos clientes institucionais como fundos multimercado e clientes corporativos, mas nosso DNA é realmente mais focado no varejo”, disse Rabechini.

O Itaú adquiriu 49,9% do capital total da XP em 2017, mas o Banco Central não aprovou parte da transação, incluindo a que daria ao Itaú o controle da corretora em algum momento futuro. O Itaú decidiu então vender o investimento e agora detém menos de 10% do capital da XP.

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