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Com hospitais perto do colapso, França tenta acelerar vacinação

María Elena BUCHELI
·3 minuto de leitura

Hospitais à beira do colapso e confinamentos localizados durante os fins de semana. Na França, o coronavírus - que matou quase 90 mil pessoas em um ano - não dá trégua e o governo tenta acelerar o ritmo da vacinação.

O país, um dos mais afetados pela pandemia na Europa, informou na terça-feira cerca de 4.000 pacientes internados em unidades de terapia intensiva em todo o país, em comparação com 3.500 no final de fevereiro, e 299 mortes nas últimas 24 horas em hospitais.

"A situação é preocupante", admitiu nesta quarta o porta-voz do governo, Gabriel Attal, em uma coletiva de imprensa transmitida ao vivo pela televisão após uma reunião de gabinete convocada pelo presidente Emmanuel Macron no Palácio do Eliseu.

No entanto, ressaltou que esse nível ainda está longe daqueles alcançados durante a primeira onda da pandemia, quando até 7.000 pacientes foram contados em UTIs no início de abril de 2020, mas mostra uma aceleração clara do vírus.

Essa retomada se deve principalmente, segundo as autoridades sanitárias, à variante inglesa do coronavírus bem mais contagiosa, que vem se espalhando na França nas últimas semanas assim como em muitos outros países europeus, chegando a ser responsável por quase metade dos novos casos.

Para lidar com o fluxo incessante de internações hospitalares, a Agência de Saúde (ARS) da região de Paris ordenou que os hospitais cancelassem 40% das intervenções médicas e cirúrgicas que não estão relacionadas à covid-19.

Com cerca de 12 milhões de habitantes, a região de Paris e sua periferia estão "perto de uma situação de extrema tensão", alertou o diretor-geral da agência, Aurélien Rousseau, no início desta semana.

- 4 milhões vacinados -

Para evitar um colapso, as autoridades anunciaram hoje a evacuação nos próximos dias de pacientes das regiões mais afetadas e o prolongamento do confinamento durante os fins de semana no departamento Alpes-Marítimos (sudeste).

No norte do país, os habitantes do departamento de Pas-de-Calais e da aglomeração de Dunkerque (1.700.000 pessoas no total) também terão que ficar em casa nos finais de semana pelo menos até o final de março.

"É uma decisão difícil", mas que "dá resultados", disse Gabriel Attal para justificar esta medida impopular entre a população, que já suporta um toque de recolher noturno entre 18h00 e 6h00 e restaurantes, bares, cinemas e museus fechados.

Esta medida responde a uma nova estratégia implementada pela Macron que aposta em restrições mais localizadas para combater a pandemia.

O objetivo é evitar a todo custo um terceiro confinamento total, que seria devastador para a economia, e dar tempo para que a campanha de vacinação dê frutos.

Neste contexto, as autoridades tentam acelerar o ritmo da vacinação, que atualmente está reservada a residentes em lares de idosos, pessoas com mais de 75 anos e pessoas com mais de 50 anos com doenças crônicas.

A partir do final de fevereiro, os clínicos gerais poderão administrar a vacina AstraZeneca - destinada a pessoas entre 50 e 64 anos com patologias - em seus consultórios e a partir da próxima semana os franceses também poderão ir diretamente à farmácia para se vacinar.

No total, mais de 4 milhões de pessoas na França (67 milhões de habitantes) receberam pelo menos uma dose de uma das três vacinas autorizadas no país (mais de 2 milhões receberam as duas doses).

Apesar disso, as autoridades não preveem um retorno a uma "vida mais normal" antes de meados de abril e pedem aos franceses que se mantenham "mobilizados".

As próximas seis semanas serão "cruciais", disse na terça o diretor-geral da Saúde da França, Jérôme Salomon.

burs-meb/jz/mr