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Com grandes nomes, Brasil tem algumas dúvidas na ginástica artística em Tóquio

·4 minuto de leitura

TÓQUIO, JAPÃO (FOLHAPRESS) - A ginástica artística brasileira chega à Olimpíada de Tóquio com um time tarimbado. Dos sete atletas presentes no Japão, cinco já competiram nos Jogos, incluindo dois medalhistas.

Arthur Zanetti, 31, ouro nas argolas em Londres-2012 e prata na Rio-2016, e Arthur Nory, 27, bronze no solo há cinco anos, puxam a fila entre os homens. A equipe masculina conta ainda com Francisco Barreto, 31, Caio Souza, 27, reserva na última edição, e o novato Diogo Soares, 19.

A estreia na classificação será às 2h30 de sábado (24), no horário de Brasília. Zanetti competirá apenas nas argolas, enquanto os outros quatro atletas formam o time que tentará repetir a campanha do Rio, que teve uma final inédita e o sexto lugar.

Ficar entre os oito melhores no sábado garantirá vaga para a decisão de segunda (27). Cada atleta almeja também pelo menos uma vaga em finais de aparelhos ou do individual-geral, determinadas de acordo com o desempenho nessa etapa inicial.

A equipe feminina não conseguiu ir à Olimpíada após falhar no Mundial de 2019. Pela primeira vez desde Sydney-2000, o país estará representado apenas nas disputas individuais, com Flavia Saraiva, 21, e Rebeca Andrade, 22, ambas finalistas no Rio. A classificatória delas será no domingo (25), às 8h20.

O mantra repetido pelos brasileiros é primeiro se concentrar totalmente na classificação, porque sem um bom desempenho nela não haverá finais nem medalhas. Nenhum deles chega com favoritismo destacado, mas Zanetti, Nory, Rebeca e Flavia reúnem condições de brigar pelos primeiros lugares novamente, assim como Barreto e Souza.

As maiores chances podem ser atribuídas a Rebeca, mas ainda há certo mistério sobre o que esperar da participação da atleta em Tóquio. Depois da terceira cirurgia no joelho direito, realizada em 2019, além da pausa provocada pela pandemia da Covid-19, ela voltou a uma competição oficial em junho deste ano, no Pan-Americano disputado no Rio. Depois, competiu na etapa de Doha da Copa do Mundo.

Nas duas oportunidades, Rebeca escondeu aquilo que pode ter de melhor, mas não é visto há muito tempo: dois saltos numa mesma competição, condição para competir nesse aparelho, mas que também causa grande carga no seu joelho. "Fomos bem estratégicos [nas competições prévias], mas ela treina dois saltos e espero que faça na Olimpíada", diz à reportagem o técnico Francisco Porah Neto.

Apesar de figurar com chance de medalha, Rebeca nem sequer estava classificada antes do Pan. "Foi muito sofrido para ela. A Olimpíada dela era ali, então ainda não foi a melhor execução, mas nosso objetivo era classificar. A Rebeca é uma ginasta muito limpa, então pode até simplificar um pouco a série, porque a execução compensa [na nota]", completa.

Uma das atletas mais badaladas pela torcida no Rio, Flavia ficou na quinta posição na trave e igualou a melhor participação da ginástica feminina brasileira. Agora, é vista pelo treinador como uma atleta mais bem preparada e completa.

"Ela passou pelo estirão de crescimento, ficou mais forte, o que ajudou, porque ela era muito pequena para saltar. O solo ficou mais firme, e as acrobacias, mais difíceis. Hoje ela está estabilizada, com o corpo formado, e bem mais madura também", afirma.

Marcos Goto, coordenador da seleção brasileira masculina, comemora o fato de ter vivido um ciclo olímpico de tranquilidade na administração do grupo, com atletas experientes e uma revelação ainda buscando trilhar seu caminho.

"Eles têm muita consciência do papel de cada um. O Diogo é bem frio para competir, tem sangue no olho. As notas de partida dele não são tão altas, isso dá mais tranquilidade, são séries que ele faz há bastante tempo. E os mais velhos buscam uma nota de partida mais alta para tentar as finais também", afirma.

Chegar a Tóquio com dois medalhistas exemplifica como o patamar dos brasileiros mudou no cenário mundial. "Sou da época em que a ginástica masculina era uma outra situação. Vi a evolução desde ninguém estar nem aí para você até hoje, com o pessoal notando que o Brasil chegou nas competições. Temos o respeito de qualquer árbitro e país do mundo", diz Goto.

Exceção feita a Simone Biles, que segue como o grande nome do evento, a pandemia embaralhou as cartas para Tóquio, já que praticamente eliminou as competições entre os principais atletas do mundo no último ano.

O fato de ofuscar as referências sobre os rivais, além de ser um esporte com notas, dificulta a criação de um padrão em que todos conheçam claramente os critérios de avaliação dos árbitros.

"Como tivemos poucas competições, nosso contato oficial com a arbitragem foi menor. As notas oscilam muito, fica subjetivo", aponta Xico.

Por causa disso, ele gostou do sorteio que colocou as brasileiras para se apresentarem na última sessão de classificação. "A gente terá a oportunidade de ver quase toda a competição acontecendo, como está a arbitragem, como estão as séries das meninas, os detalhes sendo julgados, e vamos ter tempo para ajustar até os 45 do segundo tempo."

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