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Com grande demanda do varejo, IPO da CSN Mineração pode ser o quinto maior no Brasil

JÚLIA MOURA
·3 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês) da CSN Mineração teve grande demanda do investidor de varejo, pessoa física com menos de R$ 1 milhão em investimentos. Segundo envolvidos na oferta, a demanda chegou a ser dez vezes superior à quantidade de papéis disponíveis para estes investidores. Já os instituiconais demandaram duas vezes mais ações dos que as ofertadas. O prazo para manifestação de interesse na oferta se encerrou nesta quinta-feira (11) e o preço final será divulgado na sexta (12). A estreia no segmento nível 2 da Bolsa de Valores brasileira, sob o código "CMIN3", está previsto para a próxima quinta (18). A estimativa é que o IPO tenha movimentado quase R$ 8 bilhões, de acordo com envolvidos na oferta. Considerando o teto da faixa indicativa de preço do prospecto inicial, que ia de R$ 8,50 a R$ 11,35 por ação, e a venda de todos os lotes adicional e suplementar de papéis, a CSN Mineração teria movimentado R$ 7,2 bilhões. Este é o maior IPO desde a abertura de capital da Rede D'Or, em dezembro, que levantou R$ 11,39 bilhões. Em termos nominais (não corrigidos pela inflação), pode ser o quinto maior IPO da Bolsa brasileira, atrás de Santander, BB Seguridade, Rede D'Or e Cielo. Com o preço do minério de ferro e o dólar em alta, a abertura de capital do braço de mineração da CSN, que foi adiada em 2020 pela instabilidade do mercado, gerou grande expectativa no setor financeiro. O grupo já trabalha na próxima abertura de capital, com a criação de uma subsidiária de cimento. Atualmente, a CSN tem 87,5% da CSN Mineração e após a operação, sem considerar os lotes adicionais de papéis, ficará com fatia de 79,1%. Considerando a venda adicional, focará com apenas 76%. Além da CSN, são acionistas vendedores Japão Brasil e a sul-coreana Posco. A CSN Mineração é a segunda maior exportadora de minério de ferro no Brasil, atrás apenas da Vale. Ela atua na região do Quadrilátero Ferrífero, no centro-sul de Minas Gerais, a de maior produção nacional de minério de ferro. De acordo com o prospecto preliminar, a receita operacional líquida da CSN Mineração somou R$ 8,9 bilhões nos nove meses até o fim de setembro passado, com volume de vendas de 22,5 milhões de toneladas. No mesmo período, o Ebitda (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 5 bilhões e o lucro líquido, R$ 2,7 bilhões. Segundo a Suno Research, a CNS Mineração tem ótimos ativos, com destaque para a mina Casa de Pedra, com cerca de 3 bilhões de toneladas de reserva de minério de ferro, o equivalente a mais de 35 anos de vida útil, considerando a expansão de produção. A casa de análise, porém, vê risco no ciclo de alta no preços de matérias-primas. "Em um passado recente, tivemos um movimento parecido, quando os preços do minério dispararam e houve uma inundação de oferta nesse mercado. Preços elevados atraem mineradoras ineficientes, aumentando a oferta e, consequentemente, diminuindo os preços dessa commodity no médio prazo", afirma Rodrigo Wainberg, analista da Suno em relatório. A casa não recomendou o IPO para seus clientes, por não enxergar como atrativo o preço estipulado na oferta. "Devemos ter bastante cuidado com alguns pontos da companhia. Por exemplo, a alta concentração de receita em poucos clientes, o controlador e a questão de segurança de barragens", diz Wainberg. A CSN Mineração afirmou que pretende utilizar os recursos da oferta primária (que vai para o seu caixa) em projetos de expansão, como o de recuperação de rejeitos de barragem Pires e Casa de Pedra, a principal mina da empresa, localizada em Congonhas (MG). O IPO tem como coordenadores Morgan Stanley, XP Investimentos, Bradesco BBI, Bank of America, BTG Pactual, UBS, Caixa Econômica Federal, Citigroup, Fibra, JPMorgan, Safra e Santander Brasil.