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Com fim do auxílio emergencial, moradores de Mesquita, na Baixada Fluminense, fazem fila por comida

Redação Notícias
·2 minuto de leitura
Brazil has 142,280 deaths due to coronavirus confirmed until 1 pm this Tuesday (29th), A Returned in families, hunger eats inside the bodies of those who have nothing to eat, in the Mangueira favela north of the city, the situation is the latter, unemployment and hunger, because only the hungry feel what is called the pit of the stomach. Currently, in the country, at least 10.3 million Brazilians have nothing to eat daily. And the situation is even more comprehensive in 36.7% of households, which suffer from another extreme condition: they do not have regular access to food in sufficient quantity and quality to nourish themselves. It is what is called food insecurity in economics and social sciences. Hunger is spread over three levels. Mere theory. Hunger without food reward is all the same: it is hunger! The study, released last week, is from IBGE and refers to 2017 and 2018 - just three years, therefore, after Brazil was removed by the UN from the hunger map in 2014. In 36 months, this sad map our sad tropics, as defined by the anthropologist Claude Lévi-Strauss, returned with 14.1% more misery. (Photo by Fabio Teixeira/NurPhoto via Getty Images)
Miséria aumenta no Brasil com fim do auxílio emergencial (Photo by Fabio Teixeira/NurPhoto via Getty Images)

Famílias do bairro da Chatuba, em Mesquita, na Baixada Fluminense, relatam dificuldades para suprir as necessidades básicas pela falta de renda, com o fim do auxílio emergencial. Sob pressão para renovar o auxílio emergencial, que acabou no fim de dezembro, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta semana que o benefício é emergencial e não "duradouro" ou "vitalício" como uma aposentadoria.

O telejornal RJ2 de terça-feira (26) mostrou a grave situação financeira de trabalhadores informais com a pandemia do coronavírus.

"Sobrevivo com a ONG, que todo mês ajuda com uma cesta básica e uma prima minha que de vez em quando ajuda como pode. Mas tem dia que não tem as coisas dentro de casa, tá complicado. Emprego no momento não está tendo. A gente procura, manda currículo, mas ninguém chama", disse Amanda do Nascimento. Ela está desempregada há sete meses por causa da pandemia e teve o Bolsa Família bloqueado há um ano.

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A Chatuba é uma das áreas mais pobres do município. A única instituição que atua no apoio à população local é o Instituto Mundo Novo, projeto de educação infantil, cultura e alimentação comunitária.

Desde o início de janeiro, todos os dias, as pessoas formam uma fila na porta do instituto em busca de comida.

"É uma fila da fome. Não só a fila, como os telefones não param de tocar. As nossas redes sociais, as pessoas pedindo ajuda. Os pedidos de ajuda não param de chegar. São famílias que vivem em casas insalubres, famílias numerosas, com muitas crianças", afirmou Bianca Simãozinho, fundadora do Instituto Mundo Novo.

Além das dificuldades financeiras para comprar comida e remédio, Maria do Socorro Almeida contou que falta água em casa.

"A água é um problema, só tem um pouco de água agora. Tem uma que a gente pega do poço, que é meio amarela, e eu uso para lavar a louça, mas na torneira não tem água", disse a moradora que perdeu parte dos móveis em uma enchente e recebe doações para recuperar a mobília.

A Cedae informou que irá atender Maria do Socorro em 24 horas.