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Com as devidas medidas, transmissão de COVID-19 nas escolas é rara, diz estudo

Nathan Vieira
·2 minuto de leitura

A relação entre a COVID-19 e o público infantojuvenil ainda é particularmente misteriosa para a medicina, o que levanta questões como os impactos de uma possível reabertura, algo que inclusive já chegamos a abordar aqui no Canaltech. No entanto, um recente estudo norte-americano apontou que, se as medidas de proteção forem seguidas (como higienização das mãos, distanciamento social, uso de máscaras), a transmissão da doença nas escolas acaba sendo rara.

O estudo é parte de uma colaboração entre os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos e várias universidades do país. Basicamente, as descobertas refletem que os esforços de prevenção da COVID-19 podem reduzir significativamente a disseminação da doença entre alunos, professores e funcionários.

A análise contou com o envolvimento de 57 escolas que exigiram que os alunos, professores, funcionários e visitantes usassem máscaras enquanto estivessem nas propriedades ou mesmo nos transportes escolares. Outras medidas de segurança incluíram higiene das mãos, limpeza profunda das instalações, distanciamento físico nas salas de aula, exames diários de sintomas para COVID-19, instalação de barreiras físicas entre professores e alunos, oferta de opções de aprendizagem virtual e aumento da ventilação.

Estudo norte-americano ressalta a importância das medidas de proteção nas escolas (Imagem: Julia M Cameron/ Pexels)
Estudo norte-americano ressalta a importância das medidas de proteção nas escolas (Imagem: Julia M Cameron/ Pexels)

Durante duas semanas, as escolas envolvidas no projeto notificaram a equipe de pesquisa de alunos, professores e funcionários que estavam infectados com COVID-19 ou que tivessem entrado em quarentena por morarem com alguém que se infectou. O estudo contou com 193 participantes e 156 de seus contatos próximos. Entre os participantes que testaram positivo para COVID-19, 24 (65%) eram estudantes e 13 (35%) eram professores ou funcionários.

Entre os contatos próximos que concordaram em fazer testes para COVID-19, apenas dois receberam resultados positivos. Além disso, nenhum surto foi identificado nas escolas participantes, apesar das altas taxas de disseminação pela comunidade em dezembro. Desde meados de janeiro, os pesquisadores se concentraram em examinar melhor as estratégias de prevenção e políticas de quarentena da COVID-19. Os pesquisadores chegaram a ir até as salas de aula para medir as distâncias entre as carteiras e enviar pesquisas para pais, professores e funcionários, para avaliar o estresse e os desafios de saúde mental em torno da quarentena.

Fonte: Canaltech

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