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Com desemprego em alta, Bolsonaro nega queda no número de empregados

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(Photo by Marcelo Goncalves/Anadolu Agency via Getty Images)
(Photo by Marcelo Goncalves/Anadolu Agency via Getty Images)
  • Dados do Ministério do Trabalho e da Previdência apontam queda 191,5 mil empregos de carteira assinada

  • Previsões da FGV para o próximo ano mantém a tendência de redução das contratações

  • Apesar disso, presidente continuou a afirmar que saldo ficou no "zero a zero"

Dois indicadores de emprego tiveram seus resultados anunciados nesta quinta-feira (6). O primeiro é o Indicador Antecedente de Emprego (Iaemp), e o segundo são os números do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

O Iaemp é medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Seu objetivo é prever as tendências de contratação do mercado de trabalho nos próximos meses.

Ele é calculado a partir de entrevistas com consumidores e empresários dos setores industriais e de serviços. Dos 7 componentes do indicador, cinco apresentaram queda.

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O indicador apresentou uma queda de 1,2 ponto no mês de dezembro, sua segunda queda consecutiva, e finalizou o ano com 81,8 pontos, a pontuação mais baixa desde abril do ano passado.

“A desaceleração da economia no final de 2021, observada nos principais setores, parece ser o principal fator para esse resultado já que a pandemia, neste momento, parece controlada. Para os primeiros meses de 2022, é difícil vislumbrar um cenário muito favorável para o mercado de trabalho considerando o frágil ambiente macroeconômico que deve persistir no curto prazo”, disse o economista da FGV Rodolpho Tobler.

Já o Caged é medido pelo próprio governo, e esse também apresentou um recuo. Segundo a revisão de dados feita pelo Ministério do Trabalho e da Previdência, o país sofreu uma queda de 191,5 mil vagas com carteira assinada em 2020.

As revisões de dados são comuns no Caged, visto que muitas empresas, especialmente as pequenas, atrasam na hora de enviar seus dados.

Apesar da queda apontada, nesta quinta-feira, 6 o presidente Jair Bolsonaro (PL), insistiu em dizer que o ano de 2020 "terminou em zero a zero. Nem saldo, nem déficit de emprego."

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