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Com declarações, Bolsonaro tenta tirar credibilidade da vacina contra o coronavírus

·2 minuto de leitura
Brazil's President Jair Bolsonaro talks with the media outside a polling station after voting during the run-off municipal elections in Rio de Janeiro, Brazil, Sunday, Nov. 29, 2020. Bolsonaro, who sometimes has embraced the label "Trump of the Tropics," said Sunday he'll wait a little longer before recognizing the U.S. election victory of Joe Biden, while also echoing President Donald Trump's allegations of irregularities in the U.S. vote. (AP Photo/Silvia Izquierdo)
Presidente Jair Bolsonaro quer "termo de responsabilidade" para quem tomar a vacina contra covid (Foto: AP Photo/Silvia Izquierdo)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) está agindo para tentar diminuir a relevância das vacinas contra o novo coronavírus. Na última terça-feira, 15, Bolsonaro afirmou que os brasileiros que se imunizarem terão de assinar um termo de responsabilidade. Mais tarde, em entrevista ao apresentador José Luiz Datena, relatou que pediu ao ministro da Saúde para “mostrar o que seria a bula desse medicamento”.

Em um evento em São Paulo, o presidente apareceu sem máscara, em meio à uma aglomeração no Ceagesp. Bolsonaro já teve a Covid-19, mas ainda não se sabe quanto tempo uma pessoa fica imunizada da doença. Casos de reinfecção já são conhecidos.

“Lá no meio dessa bula está escrito que a empresa não se responsabiliza por qualquer efeito colateral. Isso acende uma luz amarela. A gente começa a perguntar para o povo: você vai tomar essa vacina?”, questionou o presidente.

No mesmo programa, Jair Bolsonaro garantiu que não tomará a vacina, reforçando ser contra a imunização obrigatória. Nesta quarta-feira, 16, o Supremo Tribunal Federal começa a julgar se a vacinação contra o coronavírus será obrigatória ou não.

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Ao mesmo tempo, o presidente da República vetou o ministério da Saúde de comprar a CoronaVac, vacina produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês SinoVac. A compra fora anunciada pelo ministro Eduardo Pazuello, desautorizado por Bolsonaro.

Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), tem travado uma guerra política por causa da vacina. Enquanto o tucano promete vacinas a população paulista a partir de 25 de janeiro, o presidente ironiza a vacina de origem chinesa.

O imunizante ainda não tem autorização da Anvisa para ser usado no país. Com receio de haver um aparelhamento da Anvisa feito por Bolsonaro, o governo Doria adiou a apresentação dos dados sobre a CoronaVac. A ideia é mostrar os estudos no dia 23, depois que os documentos já tiverem sido submetidos à agência regulatória da China, o que poderia facilitar a aceitação da Anvisa.

O governo federal tem um acordo com a AstraZeneca para importar 100 milhões de doses produzidas pelo laboratório em parceria com a Universidade de Oxford. A negociação entre as partes ainda prevê a importação da produção de imunizações. No entanto, não há previsão de quando a vacina ficará pronta.