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Com dívida de R$ 1,2 bi, SuperVia pede recuperação judicial

·4 minuto de leitura

RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) - A SuperVia, concessionária que administra 270 quilômetros do sistema ferroviário no Rio e em outras 11 cidades da região metropolitana, ajuizou nesta segunda-feira (7) pedido de recuperação judicial no TJ (Tribunal de Justiça). As dívidas somam R$ 1,2 bilhão.

A empresa alega que foi seriamente impactada pela pandemia da Covid-19, que restringiu a circulação de pessoas e provocou redução brusca no faturamento da empresa.

Os trens que circulam no Rio e na região metropolitana deixaram de transportar 102 milhões de passageiros desde o início das medidas restritivas tomadas para tentar evitar a disseminação da Covid-19, ainda em março do ano passado.

Os principais credores são Light e BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que representam 85% do total da dívida. Para reduzir custos, a empresa retirou 30 trens de circulação, o que representa 17% do total, entre outras medidas, como suspensão de contratos de empregados.

O pedido, diz a concessionária, tem como objetivo “preservar a prestação de serviço aos milhares de passageiros de trens da região metropolitana do Rio de Janeiro e iniciar um novo ciclo de negociação junto aos credores e ao poder concedente a fim de superar a atual crise financeira pela qual passa a concessionária”.

O cenário não é diferente em outras concessões no país, segundo dados da ANPTrilhos (Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos).

Trens e metrôs bateram recorde negativo de passageiros transportados no ano passado, o primeiro no qual o país teve de conviver com a pandemia da Covid-19.

De cerca de 11 milhões de passageiros transportados por dia útil em 2019, o total caiu para 5,8 milhões no ano passado, de acordo com a associação.

Segundo a SuperVia, a redução de passageiros na pandemia representa, até o último dia 2, uma perda financeira superior a R$ 474 milhões.

Antes da pandemia, a concessionária transportava em média 600 mil passageiros por dia, número que hoje está estacionado em 300 mil passageiros, o que significa redução de 50%. Mas houve momentos, segundo o presidente da concessionária, Antônio Carlos Sanches, em que o total transportado foi de apenas 190 mil passageiros.

"Renegociamos dívidas com bancos, fornecedores, fizemos suspensões de contratos de trabalho, redução de jornada e salário de vários funcionários, tiramos trens de circulação e ainda mantivemos o serviço. Fizemos o possível para trazer a empresa até aqui, mas chegamos num ponto que não dá mais para tirar eficiência", disse Sanches.

Segundo ele, o pedido de recuperação judicial dará um fôlego para a concessionária, que também cobra o pagamento de um reequilíbrio extraordinário de R$ 216 milhões aprovado pela Agetransp (reguladora das concessões de transporte no estado).

A concessionária dizia ter a expectativa de que a recuperação do fluxo de passageiros ocorresse no segundo semestre deste ano, mas a crise econômica do país e o aprofundamento da crise no Rio alteraram a previsão de retomada, agora esperada somente para 2023.

“A empresa, assim como todo o sistema de passageiros do Rio de Janeiro, não conta com qualquer subsídio do governo e se mantém basicamente com recursos da venda das passagens. As dívidas da empresa somam aproximadamente R$ 1,2 bilhão, grande parte dela acumulada para pagar o custo da operação deficitária durante a pandemia”, diz trecho de comunicado da concessionária.

A empresa informou que buscará “o necessário e urgente reequilíbrio econômico-financeiro” do contrato junto ao governo do Rio. Sem a pandemia, diz Sanches, não teria sido necessário o pedido de recuperação judicial.

Além da perda de receita, os trens do Rio têm sido alvo de furtos de cabos, trocas de tiros entre grupos rivais, morte e até mesmo de baile funk dentro de um vagão no auge da pandemia.

Na manhã desta terça (8), por exemplo, um tiroteio no entorno da estação Japeri fez estações serem fechadas. No ramal Santa Cruz, o problema foi a suspeita de furtos de grampos dos trilhos perto da estação Tancredo Neves.

Em março, um vídeo circulou na internet mostrando uma multidão aglomerada –sem máscaras, alguns com cervejas na mão– num vagão da SuperVia. A festa teria coincidido com o dia em que o Brasil registrou 2.815 mortes causadas pela Covid-19.

Em 4 de abril, uma mulher de 26 anos morreu após ser baleada num assalto no interior de um trem na zona norte e, só no primeiro trimestre do ano, foram registrados ao menos cinco casos de tiroteios no entorno das linhas férreas, que prejudicaram a operação do sistema por 11 horas e 18 minutos.

Além da capital, o sistema de trens urbanos opera em Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Nilópolis, Mesquita, Queimados, São João de Meriti, Belford Roxo, Japeri, Magé, Paracambi e Guapimirim. Os 270 quilômetros de concessão são divididos em cinco ramais, três extensões e 104 estações.

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