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Com crise do clima, Ipea reduz projeção do PIB da agropecuária de 2,6% para 1,7% neste ano

·3 minuto de leitura
**ARQUIVO** TANGARÁ DA SERRA, MT, 27.03.2012: Colheita do final da safra de soja na fazenda Morro Azul, do grupo A. Maggi, em Tangará da Serra (MT). (Foto: Marcelo Justo/Folhapress)
**ARQUIVO** TANGARÁ DA SERRA, MT, 27.03.2012: Colheita do final da safra de soja na fazenda Morro Azul, do grupo A. Maggi, em Tangará da Serra (MT). (Foto: Marcelo Justo/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Em meio a dificuldades climáticas, o PIB (Produto Interno Bruto) da agropecuária deve crescer menos neste ano, indica o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Nesta quinta-feira (26), o instituto reduziu sua estimativa de alta para o indicador em 2021, de 2,6% para 1,7%.

“O ajuste nas projeções foi motivado, principalmente, pela redução nas estimativas de produtividade e produção de culturas importantes (como a do milho), devido a impactos climáticos adversos da ocorrência de um fenômeno La Niña mais severo nesta safra, e pela piora do cenário para a produção de bovinos”, afirmou o Ipea em nota.

A previsão de alta de 2,6% havia sido feita em junho. De lá para cá, a seca se intensificou no país, prejudicando lavouras diversas.

O La Niña é visto como um dos motivos da crise hídrica porque afeta a distribuição de chuvas. No Brasil, esse fenômeno costuma provocar estiagem no Centro-Sul.

Se confirmado, o avanço de 1,7% marcará o quinto ano consecutivo de crescimento da agropecuária. O cálculo leva em conta o valor adicionado pelo setor ao PIB.

Em relação à produção vegetal em 2021, os pesquisadores revisaram a alta de 2,7% para 1,7%. O desempenho ainda positivo, diz o Ipea, é sustentado pelos avanços na soja (+9,8%), no trigo (+36%) e no arroz (+4,1%).

Esses resultados compensam as quedas estimadas para as culturas de milho (-11,3%), cana-de-açúcar (-3,2%) e café (-21%), que também sofreram com geadas em julho.

“O rendimento do milho em 2021, em especial, foi muito prejudicado pelo atraso na colheita da soja, que retardou o plantio da segunda safra, ficando dependente de chuvas tardias que não ocorreram”, aponta o Ipea.

A segunda safra representa em torno de 70% da produção de milho no país. “O que aconteceu neste ano foi o La Niña se manifestando de maneira mais severa, levando seca para o Centro-Sul”, sublinha Fabio Servo, pesquisador do Ipea.

Na produção animal, a previsão de alta foi revista de 2,5% para 1,8%, com crescimento para a maior parte dos segmentos, exceto na produção de bovinos, que deve ter queda de 1%. O Ipea destaca que há atraso na retomada dos abates de bovinos.

Servo diz que ainda não há um “diagnóstico claro” para explicar essa situação. No entanto, ele lembra que os abates de bovinos tiveram alta em 2019 com o apetite externo e que, dentro do país, o preço elevado tende a conter a demanda. Com a pressão inflacionária, a tendência é de migração do consumidor para proteínas animais com valor menor, como a carne de frango, conclui o pesquisador.

Para 2022, o Ipea projeta um crescimento de 3,3% para o PIB agropecuário. A previsão foi feita a partir das primeiras informações disponibilizadas pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) para a produção vegetal e das estimativas do Grupo de Conjuntura do Ipea para a produção animal.

"Esperamos uma recuperação da oferta de bovinos no ano que vem, tendo transcorrido tempo suficiente para a recomposição do rebanho após o pico em 2019", indicou Pedro Garcia, pesquisador associado do Ipea.

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