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Com celular como garantia, fintech cresce com crédito para classes C e D

Matheus Mans
·2 minuto de leitura
Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Algumas fintechs encontraram neste momento de incertezas econômicas uma oportunidade para crescer. É o caso da SuperSim, empresa de crédito online com foco nas classes C e D que oferece empréstimo online em 30 segundos e, agora, permite uso do próprio celular como garantia para driblar a negativação.

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Fundada pelo canadense Daniel Shteyn e pelo brasileiro Antonio Brito, empresa alcançou dois marcos interessantes durante a pandemia do novo coronavírus: viu volume de crédito quadruplicar, com crescimento de 30% ao mês. Além disso, a startup captou R$ 30 milhões em uma rodada de securitização, liderada pelo fundo de investimentos Navi.

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“A ideia surgiu da necessidade de acesso a crédito de milhões de brasileiros das classes C e D, que hoje ficam à margem do sistema financeiro por circunstâncias de renda e histórico de crédito”, contextualiza Antonio Brito, CEO da SuperSim. “[Os fundadores da startup] entenderam que poderiam fazer da fintech a plataforma de crédito online com maior aprovação do mercado, através de um produto, processo e entendimento do cliente únicos.”

Funcionamento da SuperSim

Para alcançar tais números, a SuperSim apostou numa série de diferenciais. Primeiramente, mirou no mercado do microcrédito — ou seja, empréstimos que ficam em torno de R$ 500 e R$ 2000, principalmente. Além disso, muito por conta do baixo valor, há uma rapidez em conseguir o crédito.

“Na pandemia, uma das nossas inovações foi o crédito em tempo real. O pagamento do empréstimo é feito em 30 minutos ou então o cliente não paga juros”, explica Brito. Isso sem falar da opção de usar o celular como garantia. Isso permite que pessoas com crédito negativo na praça possam pedir valores um pouco mais altos enquanto dão alguma segurança à startup. Caso a dívida não seja honrada, o celular é bloqueado remotamente.

Antonio Brito, CEO da SuperSim  (Foto: Leo Martins/Divulgação)
Antonio Brito, CEO da SuperSim (Foto: Leo Martins/Divulgação)

Brito conta que a startup não teve medo de soltar crédito durante o período conturbado. “Enquanto a maior parte do mercado enxugou crédito, visando controlar a inadimplência, na SuperSim nos adaptamos para alcançar mais pessoas na crise. Vimos mais clientes chegando, inclusive de melhor qualidade, e com maior senso de urgência”, explica o empreendedor brasileiro, citando o aumento em quatro vezes do volume de crédito pedido no período.

Com essa alavancada, a SuperSim mira alto. “Além de uma série de inovações, temos um planejamento bem agressivo de crescimento, já que estamos liberando microcrédito de forma escalável e lucrativa, o que é algo inédito no mercado brasileiro. Já fizemos mais de 10 mil empréstimos. Nosso plano até o final de 2021 é fazer mais de 100 mil e, em cinco anos, mais de 1 milhão”, finaliza Antonio Brito, empolgado com o cenário.

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