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Com caixa forte, JBS está pronta para acelerar expansão

Tatiana Freitas
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A JBS, maior fornecedora de carnes do mundo, superou as estimativas de lucro com receita recorde, menor endividamento e forte geração de caixa, abrindo caminho para acelerar o crescimento.

“A companhia está com um balanço robusto e todas as condições para acelerar crescimento”, disse o CEO global Gilberto Tomazoni em entrevista na quarta-feira.

Com uma “posição de caixa muito conservadora” de R$ 22 bilhões, a JBS tomará decisões sobre como alocar capital à medida que as incertezas diminuem, disse o diretor financeiro, Guilherme Cavalcanti, em entrevista. A empresa pode continuar cortando dívidas, pagar dividendos, recomprar ações e aumentar os investimentos em aquisições ou crescimento orgânico, disse ele.

“Podemos fazer tudo sem trade off”, disse Cavalcanti na entrevista. “Não estamos parados, o crescimento está no DNA da empresa. Estudamos oportunidades de aquisição o tempo todo com disciplina para avaliar o que pode gerar valor para os acionistas,” acrescentou Tomazoni.

O cenário de redução das incertezas globais também pode significar que a JBS está cada vez mais perto de finalmente listar ações nos EUA. O acordo que seu acionista controlador, a J&F Investimentos, recentemente assinou com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, cria um “ambiente mais positivo” para tal transação, pois “deixa algumas questões para trás”, disse Tomazoni. Depois de se concentrar em proteger os funcionários e a produção em 2020, a empresa analisará a listagem de parte de seus ativos nos EUA no próximo ano.

Com a produção de volta aos níveis pré-pandêmicos, a JBS disse estar preparada para lidar com a temporada de inverno do hemisfério norte. Melhorias nos protocolos para proteger os trabalhadores da Covid-19 e investimentos em instalações, como refeitórios e ampliação de vestiários, fornecem condições para combater o vírus.

“Se houver uma segunda onda, estaremos prontos para isso”, disse Tomazoni.

Nesta quinta-feira, durante teleconferência com analistas, o presidente da JBS nos EUA, André Nogueira, disse que o número crescente de casos de Covid-19 nas comunidades onde a JBS atua é uma grande preocupação, e que a empresa está em “alerta máximo” para garantir a segurança dos trabalhadores.

“É possível que haja alguns problemas na produção, mas estamos fazendo tudo o que é possível para evitar isso”, disse Nogueira.

As perspectivas para as operações de carne bovina nos Estados Unidos são promissoras em meio à oferta de gado “muito saudável” e à forte demanda por carne bovina, com produção ligeiramente superior em 2021 e estável no ano seguinte, disse Nogueira. Os embarques para a China têm aumentado e serão “muito relevantes” no quarto trimestre, ajudando a empresa a melhorar seu mix de exportação.

“Veremos a China se tornando cada vez mais importante para a carne bovina dos Estados Unidos”, disse Nogueira.

No Brasil, operações de carne bovina podem sofrer com baixa oferta de gado e altos custos no próximo ano, disse Wesley Batista Filho, que comanda as operações da JBS no país. A demanda por frango deve se beneficiar de um cenário de inflação e a JBS se prepara para aumentar a produção como parte do plano para dobrar a capacidade de aves, suínos e alimentos processados até 2024.

O lucro ajustado da JBS antes de juros, impostos, depreciação e amortização subiu para R$ 8 bilhões no terceiro trimestre, superando a estimativa média de R$ 6,8 bilhões entre os analistas acompanhados pela Bloomberg. O lucro líquido também superou as previsões.

“Esperamos que os resultados permaneçam sólidos nos próximos trimestres, impulsionados pelos spreads de carne bovina dos EUA, melhores perspectivas para a Pilgrim’s Pride e forte demanda por alimentos processados e exportações de carne bovina no Brasil,” Isabella Simonato, analista do Bank of America, escreveu em relatório.

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