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Com Brasil de fora, o que acontece se a Pfizer vencer a corrida pelas vacinas?

Nathan Vieira
·3 minutos de leitura

Em meio à pandemia cada vez mais preocupante para a população, a corrida em busca por uma vacina segue a todo vapor, uma vez que inúmeras instituições públicas e privadas almejam o desenvolvimento de uma aliada na luta contra a COVID-19. E uma grande competidora no páreo é a americana Pfizer, que em parceria com o laboratório alemão BioNTech, planeja obter uma primeira análise sobre os resultados dos 44 mil voluntários presentes na fase 3 de testes da vacina até o próximo domingo (27).

Segundo a empresa de monitoramento de testes Airfinity, a vacina BNT162b2 está na frente para conseguir a aprovação. Também está nos planos da empresa farmacêutica multinacional com sede em Nova Iorque outras três análises, antes que seja apresentado o resultado final.

No entanto, o que pode acontecer se a vacina privada da Pfizer for aprovada como a primeira do mundo na luta contra o coronavírus? Na prática, o Brasil ficaria de fora da distribuição, uma vez que só possui acordo com a AstraZeneca. Enquanto isso, países como Canadá, Estados Unidos, Japão, Reino Unido e mais recentemente o Peru firmaram parcerias pela vacina da Pfizer assim que ela for aprovada.

Em paralelo, a União Europeia atualmene está negociando com a Pfizer o fornecimento de 200 milhões de doses. A farmacêutica em questão tem demonstrado interesse em fechar um acordo com o Brasil, mas por enquanto, as negociações com o governo ainda não avançaram, o que faz aumentar o risco do país ficar sem nenhuma dose da vacina em questão, caso seja aprovada.

Em meados de setembro, a Pfizer anunciou alguns resultados preliminares da terceira e última fase da pesquisa sobre a vacina contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2). Segundo as análises, alguns voluntários do estudo demonstraram efeitos colaterais leves e moderados. No estudo, mais de 12 mil participantes já receberam uma segunda dose da vacina, mas não foi explicado em quais dos grupos da pesquisa os efeitos colaterais foram confirmados.

Vacina contra a COVID-19 no Brasil

(Imagem: Jcomp/Freepik)
(Imagem: Jcomp/Freepik)

Mas calma, o Brasil também tem suas cartas na manga: um lote de 5 milhões de vacinas chegará da China em outubro, e até dezembro, haverá 6 milhões de doses importadas prontas e outras 40 milhões formuladas a partir de insumos chineses no Instituto Butantan, em São Paulo. Além disso, a expectativa é que outras 55 milhões de doses estejam disponíveis no primeiro semestre de 2021.

A vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac com o Instituto Butantan tem em sua fórmula o coronavírus inativado, ou seja, contém apenas fragmentos "mortos" desse vírus (não há chances de desencadear uma infecção). Com a aplicação das duas doses previstas, é esperado que o sistema imunológico de cada paciente comece a produzir anticorpos contra o vírus da COVID-19.

Além disso, o Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior, ligada ao Ministério da Economia, publicou uma resolução que concede redução temporária para zero da alíquota do Imposto de Importação de vacinas contra essa doença que tem preocupado tanto a população, além de outros produtos relacionados ao combate à COVID-19.

Fonte: Canaltech

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