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'Com Bolsonaro, Brasil se tornará a próxima China', diz empresário que apresentou Paulo Guedes

Empresário que apresentou Bolsonaro ao futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, acredita em um futuro de prosperidade e crescimento (Fátima Meira/Futura Press)

Responsável por apresentar o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, ao então candidato Jair Bolsonaro, o empresário Winston Ling, presidente da Wintech Ventures, acredita que o Brasil terá potencial para se tornar uma das potências mundiais nos próximos anos. Segundo ele, o país pode se tornar a nova China. “Eles estão agora desacelerando e esse espaço, eu espero, será ocupado pelo Brasil”, indica, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

O empresário defende o posicionamento de Guedes e acredita que ele pode trazer “a esperança de que se consiga fazer alguma coisa correta de diretriz de política econômica”. Ele também defende a redução de ministérios no país.

“Numa empresa, há um limite de pessoas com quem o administrador consegue trabalhar e conversar. Hoje, são 39 ministérios. É muita gente para administrar. Fiquei aliviado em saber que o Mdic vai ser fundido com Fazenda e Planejamento. É importante reduzir a pressão dos empresários lobistas e corporativistas em cima do governo”, indica.

Impostos

Entre os desafios mais urgentes do próximo governo, Ling considera o setor tributário um dos principais. “Tem muita coisa para fazer na área tributária e desregulamentação. O Paulo vai equiparar o Brasil ao resto do mundo, que está reduzindo o Imposto de Renda para 20%. Espero uma redução e simplificação dos impostos. Vai ajudar a trazer os investimentos para o Brasil”, declara.

Questionado sobre sua expectativa para os próximos anos e o estranhamento da população a respeito das mudanças propostas, o empresário se diz otimista.

“O Brasil vai se acostumar com o jeito do Bolsonaro e dele [Guedes] também. Estou otimista. Quando eu me mudei para a China, em 2001, era um lugar onde tudo era muito livre, rápido e a economia crescia a taxa de dois dígitos ao ano. E eu acho que o Brasil vai ser a nova China. […] Se o Brasil conseguir fazer tudo que o Paulo quer fazer, vai criar um ambiente propício para os negócios”, finaliza