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Com atraso no repasse de recursos pelo Governo Federal, Doutores da Alegria lançam campanha para se manter

·3 minuto de leitura

RIO — Com a diminuição de 9,1% dos recursos captados para a manutenção do trabalho realizado nos hospitais do país em 2020, a associação Doutores da Alegria está com uma campanha de doação para suavizar as dificuldade financeiras causadas pela pandemia.

Além do momento sanitário, o projeto Plateias Hospitalares — que leva arte aos hospitais — passa por uma situação inédita: seus recursos captados para este ano ainda não foram repassados pela Secretaria Especial de Cultura do Governo Federal.

Com sede em Laranjeiras, cerca de 70% da receita total da associação é advinda de leis de incentivo à cultura, através da renúncia fiscal por parte de empresas. Para este ano, a Doutores já havia arrecadado cerca de 59% do montante necessário para a continuidade de projeto — que precisa ser aprovado anualmente pela Funarte (Fundação Nacional de Artes) — mas o valor segue sem liberação.

— Temos 30 anos de história e é a primeira vez que isso acontece. O recurso é imediatamente liberado a partir de janeiro, mas já estamos em junho e continuamos sem um prazo para acesso ao valor já captado. Nos últimos 16 anos conseguimos fazer reservas de emergência, para momentos complicados como esse, mas uma hora nossa reserva vai acabar — conta Luis Vieira da Rocha, Diretor-Presidente da associação.

As doações podem ser realizadas através do site da Doutores da Alegria, por transferências, boleto bancário e cartão de crédito. Os interessados em fazer em doações regulares também podem se cadastrar para realizá-las em modelos mensais, semestrais e anuais.

Com as dificuldades de acesso aos hospitais em período pandêmico, a organização passou a se apresentar através de vídeos. Além das mais conhecidas atividades com palhaços, foram fortalecidas linguagens com dança, teatro, músicas e outros elementos circenses. Através de um edital, os artistas passaram a gravar vídeos de até três minutos para serem exibidos em circuitos de TV de hospitais e levados aos pacientes através de salas de espera, recepções, enfermarias, ambulatórios e pediatrias

— Nós acreditamos no encontro físico, na conexão pelo olhar. Com o acesso restrito entendemos que deveríamos continuar suprindo uma demanda, e a única alternativa foi a produção de vídeos — Diz Luis, que também acredita em um aumento no alcance do projeto: — Conseguimos chegar em cantos onde não poderíamos estar presencialmente. Até mesmo em outros tipos de atendimento de saúde, como casas de apoio, Unidades Básicas de Saúde e em sistemas de ensino.

Em todo o Rio de Janeiro, sete unidades de saúde participam do projeto, sendo elas: Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias; Hospital Municipal da Piedade, em Piedade; Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti; Instituto Nacional de Cardiologia, em Laranjeiras; Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo; Hospital Estadual Azevedo Lima, em Niterói; e Hospital Estadual Eduardo Rabello, em Campo Grande.

Luis acredita que a arte é capaz de melhorar a situação dos diversos pacientes (entre crianças e adultos) que são impactados pelo trabalho realizado, por conseguir, ainda que por algumas horas, tirá-los de dentro daquele ambiente:

— A arte gera transformações, ela mexe no íntimo das pessoas, ainda mais as que estão em situações delicadas. Nosso trabalho gera uma ruptura nesse ambiente adverso e de muita tensão que é o hospital, é comum ouvirmos que deixamos os pacientes mais relaxados, pensando em coisas não relacionadas a internação.

*Estagiário, sob a supervisão de Milton Calmon Filho

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