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Com apoio das Loterias Caixa e do Governo Federal, o projeto social de lutas no Rio de Janeiro espera atender mais de 400 crianças

·2 min de leitura


O esporte, ao lado da educação, é uma das maiores ferramentas de transformação social do mundo. Maior comunidade da América Latina, a Rocinha, no Rio de Janeiro, já conta com alguns projetos sociais de diversos esportes, entre eles o Instituto Reação, comandando pelo medalhista olímpico de Judô Flávio Canto, e a Associação Rocinha Jiu-Jitsu, que conta com o apoio das Loterias Caixa e do Governo Federal se tornou o primeiro núcleo beneficiado pelo projeto Loterias Caixa Mais Lutas. Os professores Lenio Fortunato da Silva Filho, o Montanha, e José Roberto Alves, o Merreca, são os responsáveis pelos ensinamentos técnicos e disciplinares do Jiu-Jitsu e Luta Olímpica, que já contempla 220 crianças e jovens.

“Nosso projeto já existe há 25 anos na comunidade. Hoje contamos com 220 crianças, mas nossa expectativa é chegar a 400 crianças. A oportunidade de contar com o apoio das Loterias Caixa e do Governo Federal veio através do meu professor e amigo Antoine Jaoude (ex-atleta da seleção brasileira de Luta Olímpica). Ele me procurou um pouco antes da pandemia e falou sobre o projeto. Na hora aceitamos, pois seria uma grande oportunidade de divulgar o nosso trabalho de 25 anos no projeto”, contou Montanha.

O objetivo do projeto é transformar vidas através da educação esportiva. Modalidades como o Jiu-Jitsu ajudam crianças e jovens a se tornarem mais sociáveis, ensinam valores como disciplina, respeito, autocontrole, resistência, ética e determinação. Além disso, a arte suave também evita males como o bullying e é um grande aliado no combate a obesidade infantil.

“O primeiro objetivo sempre foi tirar as crianças das ruas e usar a arte marcial como ferramenta social. As artes marciais são essenciais para ajudar na disciplina dessas crianças. Muitas delas chegam sem o básico e, através da arte marcial, elas aprendem a respeitar o próximo, a entender e seguir regras, além de aprender que perder e ganhar faz parte da vida”, explicou Merreca, que ressaltou que, para participar do projeto, todos devem estar matriculados na escola e ter boas notas.

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