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Com ameaça de não reconhecer derrota, Trump usa o medo como cartada final para reeleição

Anita Efraim
·2 minuto de leitura
President Donald Trump walks off of Marine One at Andrews Air Force Base, Md., Friday, Oct. 30, 2020. Trump is heading to Michigan, Wisconsin and Minnesota for campaign rallies. (AP Photo/Susan Walsh)
Presidente Donald Trump colocou como dúvida o voto pelo correio, opção de 66 milhões de norte-americanos (Foto: AP Photo/Susan Walsh)

Às vésperas da eleição nos Estados Unidos, que acontecem na próxima terça-feira, 3, o presidente e candidato à reeleição, Donald Trump, não se mostra aberto a fazer uma transição tranquila em caso de derrota. Em diversas ocasiões, o republicano já colocou em dúvida a votação da eleição norte-americana, usando o medo como ferramenta de convencimento.

No dia 23 de setembro o republicano foi questionado estava comprometido em fazer uma transição de poder pacífica, caso perdesse. A resposta de Trump foi um ataque às cédulas usadas da eleição. “Tenho reclamado muito veementemente sobre as cédulas. As cédulas são um desastre”, disse na ocasião. “Vocês terão uma muito pacífica... Não haverá transferência, francamente, haverá continuidade”. A declaração foi dada apesar de o presidente aparecer atrás nas pesquisas.

O voto por correio, opção de mais de 66 milhões de norte-americanos, é outro alvo das críticas de Trump. O republicano descredita esse tipo de votação, majoritariamente usado por eleitores democratas.

Em 2016, Trump já havia ido pelo mesmo caminho e disse que não aceitaria o resultado da eleição caso Hillary Clinton vencesse. Na ocasião, o republicano perdeu no voto popular, mas vencer no colégio eleitoral. A aposta de Trump é que, em 2020, o mesmo aconteça. No voto popular, a expectativa é que Biden esteja a frente.

Doutora em Ciência Política, Deysi Cioccari avalia que Donald Trump usa o medo como artifício, assim como tantos outros políticos na história brasileira. “João Goulart usou o medo do comunismo, assim como Collor. Já Lula usou a esperança para vencer o medo”, recorda.

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Há outro paralelo recente no Brasil com o discurso de Trump foi a eleição de 2014. Quando Aécio Neves (PSDB-MG) foi derrotado por Dilma Rousseff, o PSDB pediu ao Tribunal Superior Eleitoral para que fizesse uma auditoria para verificar a “lisura” da eleição.

“O poder político usa mesmo as medidas coercitivas e as penas legais para impor o seu sistema de dominação”, coloca. Para Deysi, Trump sempre se valeu do medo e da mentira. “Essa tônica do medo foi Paula da eleição dele em 2016”, afirma.

“É uma estratégia muito vária, porque as pessoas têm medo do futuro”, coloca. A cientista política ainda avalia que a eleição do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) também foi baseada no medo, com pautas “seguras” que se valiam de Deus, pátria e família. “Como dizia o filósofo Thomas Hobbes, o medo é como uma sorte de aversão foi um objeto do qual se tem a expectativa de um dano”, conclui.