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Com agravo de crise histórica, crianças libanesas passam fome

·2 min de leitura

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - A crise libanesa continua a se agravar e a fazer vítimas. Entre elas, suas crianças – que passam fome. Segundo um relatório publicado pela Unicef, o fundo das Nações Unidas para temas ligados à infância, a condição de vida dessa população está se deteriorando rapidamente.

Em abril, 37% das famílias libanesas tinham ao menos uma criança privada de uma das refeições básicas do dia. Em setembro, o número passou dos 50%. Ainda segundo o fundo da ONU, mais de 30% das famílias que participaram do estudo cortaram gastos com a educação de suas crianças. Em abril, a porcentagem era de 36%. A taxa de crianças que não receberam cuidado médico necessário devido à falta de dinheiro foi de 28% a 34%. O estudo foi conduzido por telefone em abril com 1.244 famílias e repetido em outubro com 838 desses mesmos lares.

Já faz anos que o Líbano vive em crise econômica. Hoje, quase 75% da população vive abaixo da linha da pobreza. Um a cada sete lares precisa comprar comida a crédito ou pegar empréstimo para se alimentar. Quase metade das famílias libanesas vendeu bens domésticos durante a crise.

O Líbano tem uma dívida pública impagável, que neste ano chegou ao equivalente a 174% do seu PIB — ou seja, bem mais do que o país produz em um ano inteiro. Desde o final da guerra civil, travada de 1975 a 1990, o Líbano basicamente toma empréstimos para pagar empréstimos, uma situação que se aproxima agora do limite e alarma, assim, as instituições financeiras.

O cenário é agravado pela inflação, a desvalorização de sua moeda e o desemprego. Além de tudo isso, uma explosão no porto de Beirute em agosto de 2020 deixou 207 mortos e um dano de bilhões de dólares. Segundo um relatório do Banco Mundial, o Líbano ruma para uma das piores econômicas do mundo desde meados do século 19. Seu PIB per capita caiu 40% de 2018 a 2020.

A crise tem feito a população se mobilizar, tendo em vista as eleições parlamentares prevista para março de 2022. Recentemente, ativistas fizeram campanha para que eleitores na diáspora — incluindo a importante comunidade que mora no Brasil — se registrem para votar. Neste ano, 244 mil libaneses no exterior se registraram. Em 2018, tinham sido pouco mais de 80 mil pessoas.

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