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Com 65 milhões de casa vazias, China poderia abrigar toda população da França

·2 min de leitura
 (AP Photo/Andy Wong, File)
(AP Photo/Andy Wong, File)
  • 1/5 das casas na China, ao menos 65 milhões, estão vazias

  • Quantidade é suficiente para abrigar a população da França

  • Cidades fantasmas são um testamento a dependência da China no mercado imobiliário

A apenas duas horas de carro de Shangai ou Beijing, é possível encontrar algo estranho. As cidades continuam com prédios altos, modernos e bem conservados, mas estão vazias. Estas são as cidades fantasmas chinesas.

Professor de economia na Universidade A&M do Texas e diretor do centro de Pesquisa de Finanças Domésticas na Universidade de Chengdu, Li Gan é um dos maiores especialistas em mercado de imóveis na China. Para ele, esse fenômeno é exclusivamente chinês, resultado do descompasso entre oferta e demanda.

Diferentemente do restante do mundo, onde cidades fantasmas se referem a regiões abandonadas em declínio, na China é o oposto. Elas não estão abandonadas; estão somente desocupadas.

"Essas casas estarem vazias significa que elas foram vendidas a investidores e compradores, mas não foram ocupadas por donos ou inquilinos", disse Xin Sun, professor de estudos asiáticos na universidade de King's College, em Londres.

Por um lado, o governo consegue uma boa renda com a concessão da terra para as empreiteiras. "Isso dá ao governo um forte incentivo a encorajar a construção, ao invés de limitar", disse Sun.

Todo ano a China começa a erguer 15 milhões de novas propriedades – 5 vezes mais do que os Estados Unidos e a Europa combinados, aponta uma reportagem do The Economist.

Para Gan, um dos motivos para o aumento da oferta é o fato das autoridades chinesas interpretaram mal a taxa de urbanização do país. De acordo com o World Bank, 61% da população chinesa vivia em áreas urbanas, em comparação a 35,8% há duas décadas atrás. No entanto, muito desse aumento é devido a reclassificação das áreas rurais em urbanas. A área e seus habitantes passam de rurais para urbanos, mas nenhuma nova casa é necessária para abrigar essa população.

"Parte do problema é que a China superestimou sua taxa de urbanização, quantas pessoas iriam querer se mudar de áreas rurais para urbanas", disse Gan.

Já no lado da demanda, para Sun, os chineses não enfrentaram a bolha imobiliária que atingiu o mundo em 2008, "isso leva à uma forte crença que imóveis são uma boa maneira de preservar e gerar riqueza", diz Sun. "E isso estimulou a demanda pela compra de imóveis".

Mais de 90% dos lares chineses são casas próprias, e mais de 20% dos proprietários possuem imóveis adicionais. No entanto, a demanda por mais unidades vem caindo. Fatores como o aumento dos preços, o envelhecimento populacional e a baixa taxa de crescimento populacional são a principal causa do esfriamento. 

Para Gan, o resultado é simples: "Eles construíram um excesso de oferta e depois venderam", disse Gan. "E é por isso que você vê as vagas."

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