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Com 40% dos leitos da rede federal fechados no Rio, ministro da Saúde diz que problema é crônico

·4 minuto de leitura

Um levantamento feito pelo EXTRA na plataforma do Censo Hospitalar da prefeitura do Rio mostra que cerca de 40% dos 1.613 leitos de hospitais gerais da rede federal administrados pelo Ministério da Saúde na cidade estão fechados. A unidade com mais vagas impedidas é o Hospital Geral de Bonsucesso, que ainda passa por obras após o incêndio de 2020. No HGB, dos 370 leitos que aparecem na plataforma, 276 estão fechados.

Durante a pandemia da Covid-19, apesar de ter uma grande estrutura física, a rede federal não conseguiu absorver a demanda que o estado do Rio necessitou. Em março deste ano, quando ocorreu terceira onda da doença no Rio, em meio a uma fila de centenas de pessoas por um leito de UTI, o governador Cláudio Castro chegou a cogitar a assumir parte do Hospital da Lagoa para abrir mais leitos, mas o plano não saiu do papel.

Segundo o ministro Marcelo Queiroga, as unidades sofrem com problemas crônicos

— Os hospitais federais sempre ajudaram, mas podem ajudar mais. São unidades antigas com problemas de infraestrutura e necessidade de ajustes na gestão. Essa é uma situação antiga, crônica e precisa ser resolvida. Precisa de uma mudança no modelo de gestão do SUS como um todo. Vamos fazer essas mudanças em curto prazo de tempo para devolver esses hospitais como formadores de médicos.

Hospital Federal do Andaraí: De 289 leitos, 73 fechados

Hospital de Ipanema: De 137 leitos, 56 fechados

Hospital de Bonsucesso: 370 leitos 276 fechados

Hospital dos Servidores: 403 leitos, 122 fechados

Hospital da Lagoa: De 238 leitos, 57 fechados

Hospital Cardoso Fontes: De 176 leitos, 52 fechados

Ao lado do ministro da Saúde Marcelo Queiroga, o prefeito Eduardo Paes anunciou na manhã desta sexta-feira a aceleração de um mês do calendário de vacinação para a Covid-19. Pelas novas datas, todos os moradores da cidade com mais de 18 anos devem receber ao menos uma dose até o dia 31 de agosto deste ano, enquanto a primeira previsão era de final de outubro. O novo calendário também prevê para o mês de setembro, até o dia 15, que adolescentes entre 12 a 17 anos sejam vacinados. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou na última semana a aplicação da vacina da Pfizer contra a Covid-19 para maiores de 12 anos.

Em relação ao primeiro calendário, quem tem até 34 anos teve sua data de vacinação antecipada em duas semanas. A partir de 33 anos, já em agosto, o calendário deixa de ter três dias para cada idade e passa para uma data somente até o final em 15 de setembro com a vacinação de cariocas com 12 anos.

Segundo a prefeitura, o novo calendário foi feito a partir da previsão de entrega de vacinas pelo Ministério da Saúde.

— O que estamos vendo que a regularidade tem acontecido até de forma mais rápida. Muita gente perguntou se conseguiríamos cumprir o primeiro, mas era um calendário conservador — disse Paes.

E completou:

— Cada dia que ganhar é a chance de diminuir a possibilidade do vírus contaminar alguém.

Gestantes e puérperas podem se vacinar contra a Covid-19 ao longo da próxima semana, de segunda-feira (21) a sábado (26). Este grupo recebe apenas imunizantes Pfizer ou CoronaVac por determinação do Ministério da Saúde.

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A disputa nas redes e dos calendários de vacinação entre governadores e prefeitos para imunizar mais rapidamente a população vem sendo chamada de "rinha da vacina".

— É uma brincadeira saudável. Acho muito bom que os governantes briguem para ver quem vacina mais rápido, quem tem a melhor logística. Com esse anuncio ultrapassamos diversas cidades que disseram que fariam antes do Rio. Que essa rinha continue.

O ministro Marcelo Queiroga disse que o Brasil foi o quinto país que mais distribuiu vacinas e também comentou sobre a disputa, que chamou de "boa guerra pelas vacinas " no país, para imunizar a população mais rapidamente:

— Não podemos fazer politica na Saúde, e sim política de Saúde. O enfrentamento da pandemia é pelo Sistema Único de Saúde. O momento da pandemia ainda inspira cuidados. Já houve dia com a média móvel de mortes acima de 4 mil, mas já diminuiu.

Após a coletiva, o Eduardo Paes voltou a falar da "corrida da vacina" em suas redes sociais, em que destaca ter passado o calendário de João Doria, governador de São Paulo, com o novo anúncio. O prefeito do Rio destaca que o planejamento prevê a imunização de toda a população com mais de 18 anos até 31 de agosto e o trabalho da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio, e do Instituto Butantan, em São Paulo, responsáveis pela fabricação de imunizantes no Brasil. Ele escreveu:

"Passamos o @jdoriajr! Falei para não me desafiar! Bora vacinar! Todos cariocas acima de 18 anos vacinados com a primeira dose até 31/08. E adolescentes de 12 a 17 vacinados em setembro! Ninguém segura os cariocas! #vaitercarnaval Viva a @fiocruz viva o @butantanoficial", diz na mensagem acompanhada por um vídeo.

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