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Com 3.774 mortes por Covid-19 em 24 horas, média móvel de óbitos cai abaixo de 3 mil e consolida estagnação

Bruno Alfano
·3 minuto de leitura

RIO — O Brasil registrou neste quinta-feira 3.774 mortes por Covid-19 e chegou a 2.952 de média móvel de óbitos. Com isso, a marca voltou a cair abaixo de 3 mil, patamar que havia sido atingido há cinco dias seguidos. Além disso, a variação em relação a 14 dias atrás é de -2%, o que é considerado tendência de estabilidade, o que acontece desde a última segunda-feira.

Antes desse período, o Brasil viveu, desde 1º de março, 40 dias de crescimento da média móvel de mortes. Assim o país chegou a 365.954 vidas perdidas desde o começo da pandemia.

Desde 20h de quarta-feira, 80.529 novos casos foram notificados pelas secretarias de saúde, totalizando 13.758.093 infectados pelo Sars-CoV-2. A média móvel foi de 67.396 diagnósticos positivos, -7% menor maior do que o cálculo de 14 dias atrás. Uma variação entre -15% e 15% significa tendência de estabilidade.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda dos casos ou das mortes. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

Vinte e cinco estados atualizaram seus dados sobre vacinação contra a Covid-19 nesta quinta-feira. Em todo o país, 25.460.098 pessoas receberam a primeira dose de um imunizante, o equivalente a 12,02% da população brasileira. A segunda dose da vacina, por sua vez, foi aplicada em 8.558.567 pessoas, ou 4,04% da população nacional.

Os dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

2021 trágico

A média semanal de mortes de gestantes e puérperas (mulheres no pós-parto) por Covid-19 mais que duplicou em 2021 em comparação a 2020: passou de 10,4 para 22,2, o que representa um salto de 113,4%. Foram 289 mortes maternas em 13 semanas de 2021 enquanto o ano passado acumulou 449 mortes durante 43 semanas de pandemia.

Pesquisadores relacionam gravidez e puerpério, popularmente conhecido como resguardo, a um maior risco de complicações por Covid-19. No entanto, a principal causa apontada para esses dados é a falta de assistência a essas mulheres: 22,6% das que morreram sequer chegaram à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 33,3% não foram intubadas.

Os dados são do Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19 (OOBr Covid-19), realizado pela Universidade de São Paulo (USP) e pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), e do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe).

Desde o início da pandemia até 7 de abril, 9.479 gestantes e puérperas foram internadas por causa da Covid-19, das quais 738 morreram. A taxa de mortalidade nesses casos é de 7,78%. Se considerados os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), foram 9.784 registros e 250 vidas perdidas. As internações foram registradas em 977 cidades.

Em Roraima, 88% das grávidas e puéperas que foram para a terapia intensiva com Covid-19 morreram. Rio Grande do Norte e Maranhão registraram 68% e 64%, respectivamente. O Distrito Federal, por sua vez, tem a menor taxa do país nesse tipo de caso: 15%.

Entre as mães infectadas que não conseguiram chegar à UTI, o maior índice foi registrado no Pará (46%), seguido pelo Tocantins (43%). Acre e Alagoas não registraram esse tipo de ocorrência, de acordo com o levantamento.

Santa Catarina tem a maior taxa de óbitos entre as gestantes e puérperas que não conseguiram ser intubadas: 62%. Depois, vêm Mato Grosso do Sul (58%) e Pará (53%).