Mercado fechado

Comércio do Rio deve reduzir em 33% as vagas temporárias de fim de ano

Douglas Correa – Repórter Agência Brasil
·1 minuto de leitura

O comércio lojista da cidade do Rio de Janeiro vai sofrer redução acentuada na contratação de empregados temporários para as festas de fim de ano e durante o verão. Apenas 8 mil trabalhadores deverão ser contratados no período, o que corresponde a uma redução de 33% em comparação com o ano passado.

Os dados são do Clube de Diretores Lojistas do Rio (CDLRio) e do SindilojasRio, que, juntos, representam mais de 30 mil lojistas. A estimativa deste ano reflete os três meses de comércio fechado por causa da pandemia de covid-19, que afastou os consumidores das compras e resultou em vendas negativas, mesmo em datas comemorativas fortes para o setor, como os dias das Mães, dos Pais e das Crianças.

De acordo com o presidente do CDL e do Sindilojas, Aldo Gonçalves, o comércio carioca continua enfrentando sérias dificuldades, e essa estimativa de contratação de temporários é consequência do fechamento do setor por causa da covid-19.

“Normalmente, o segundo semestre do ano é sempre melhor do que o primeiro, mas, até agora, o comércio não sentiu qualquer melhora, e o comportamento das vendas segue desacelerado. Mesmo diante desse quadro que afeta a todos, o natal, que representa mais de 30% do faturamento anual do comércio, é sempre uma esperança de vendas melhores”, afirmou Aldo.

Segundo pesquisa do setor, cerca de 80% dos lojistas não pretendem contratar empregados temporários para o fim de ano, por considerarem que têm quadros suficientes para atender a demanda atual. Como acontece em todos os anos, para 40% dos temporários contratados, é o primeiro emprego.

A faixa etária predominante é entre 18 e 25 anos, 60% são do sexo feminino e 70% xas vagas são para vendedores, 20% para operadores de caixa e 10% para estoquistas.