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Comércio EUA-China se acelera apesar de tarifas e pandemia

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A China e os Estados Unidos trocam bens no ritmo mais rápido dos últimos anos, dando a impressão de que a longa guerra tarifária e a pandemia nunca ocorreram.

Dezoito meses depois de o governo Trump ter assinado o acordo comercial, o pacto acabou funcionando como uma trégua, na melhor das hipóteses. O déficit comercial dos EUA não diminuiu, a maioria das tarifas ainda está em vigor e não há negociações sobre outras questões econômicas.

E, no entanto, o comércio bilateral de bens é uma área estável em uma relação que continuou a se deteriorar em outros aspectos, com o aumento da tensão sobre Hong Kong, Taiwan, direitos humanos, origens da pandemia de Covid-19, acusações de ataques de hackers e muitos outros pontos de confronto.

O comércio bilateral mensal, que em fevereiro do ano passado caiu para US$ 19 bilhões em meio ao fechamento de fábricas chinesas, se recuperou nos últimos 12 meses para novos recordes, segundo dados oficiais chineses. E esse boom tende a continuar, pois a China tem comprado milhões de toneladas de produtos agrícolas dos EUA para este ano e o próximo. Além disso, consumidores nos EUA ainda compram e importam em valores recordes.

Embora os números do governo dos EUA mostrem certa diferença, o forte fluxo de comércio desafiou todas as expectativas de que as tarifas sobre centenas de bilhões de dólares em mercadorias levariam a um distanciamento das cadeias de suprimento. Em vez disso, ambos os lados aprenderam a conviver com as tarifas, e empresas chinesas compram mais para cumprir os termos do acordo comercial de 2020. Nos EUA, companhias adquirem bens que não podem obter em outro lugar para atender à demanda das famílias, impulsionada em parte por trilhões de dólares em estímulos do governo.

“Temos observado a forte demanda dos consumidores durante a pandemia, e os níveis de importação dispararam”, disse Jonathan Gold, vice-presidente de cadeias de suprimento e política alfandegária da National Retail Federation, que representa vendedores de pequenas lojas e gigantes do varejo. “É um forte sinal de que a economia continua se recuperando.”

As exportações da Coreia do Sul e de Taiwan para território americano também aumentaram no mesmo período, destacando a força da demanda dos EUA, apesar de o país ter enfrentado um dos piores surtos de Covid-19 do mundo.

Quase metade dos US$ 259 bilhões em cargas que entram e saem do porto de Los Angeles - o maior dos Estados Unidos - envolve a China e Hong Kong. A demanda dos EUA por bens continua inabalável, com importações recordes chegando ao porto em maio, já que as empresas começam a se reabastecer antes da temporada de compras de Natal.

“Todos os sinais apontam para um robusto segundo semestre”, disse o diretor executivo do Porto de Los Angeles, Gene Seroka, em coletiva de imprensa recente, observando que a moda do outono, a volta às aulas, o Halloween e produtos para o Natal já estão chegando às docas.

Com tarifas em vigor sobre mais de US$ 300 bilhões em importações da China, como calçados, roupas, eletrônicos, bicicletas e até mesmo ração para animais de estimação, muitos varejistas dos EUA têm optado por absorver o custo e espremer as margens de lucro, disse Gold, da NRF. Mas alguns estão repassando os custos aos consumidores.

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©2021 Bloomberg L.P.

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