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Comércio continua em alta com flexibilização e bate recorde em agosto

DIEGO GARCIA
·2 minutos de leitura
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 18.08.2020 - Movimento de consumidores na região da 25 de Março. (Foto: Karime Xavier/Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 18.08.2020 - Movimento de consumidores na região da 25 de Março. (Foto: Karime Xavier/Folhapress)

O comércio brasileiro manteve em agosto o vigor registrado nos três meses anteriores e fechou com alta de 3,4% nas vendas, informou nesta quinta (8) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Após crescimento de 5% em julho, o volume de vendas do varejo atingiu o maior patamar da série histórica da pesquisa.

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O indicador, que já havia retomado em julho as perdas da pandemia, vem se recuperando à medida em que são eliminadas as restrições à abertura de lojas no país.

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Em abril, o comércio brasileiro havia despencado 16,8% diante dos impactos da pandemia da Covid-19 no país, no que foi o primeiro mês que começou e terminou com medidas de distanciamento social em todo o país. Depois, com a flexibilização, iniciou trajetória de alta e já está 2,6% acima do recorde anterior da pesquisa do IBGE, de outubro de 2014.

Na semana passada, o IBGE divulgou em outra pesquisa que maioria (72,8%) das empresas do comércio varejista declarou sentir dificuldades em obter acesso aos fornecedores de insumos, matérias primas ou mercadorias na segunda quinzena de agosto, mesmo após cinco meses de pandemia e com a flexibilização do distanciamento social.

O número caiu com relação aos 15 dias anteriores (78,5%), mas ainda segue o mais alto entre todos os segmentos de atuação no país. O comércio é o ramo de atividade que encontra mais dificuldades na obtenção de mercadorias. Em todo o setor, contando também atacado (53,6%) e veículos (42,2%), a percepção fica em 66,7% das empresas.

Especialistas temem que o ritmo de retomada seja afetado com a redução pela metade do valor do auxílio emergencial pago pelo governo, que será de R$ 300 até o fim do ano. No segundo trimestre, período mais crítico da pandemia, o PIB (Produto Interno Bruto) do país despencou 9,7%.

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