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Colisões violentas podem causar a "morte" de galáxias

Uma equipe de astrônomos da Universidade Texas A&M, Universidade de Pittsburgh e outras instituições investigou o porquê de as grandes galáxias pararem de formar estrelas. Para solucionar este mistério cósmico, eles reconstituíram uma colisão galáctica violenta ocorrida há alguns bilhões de anos, e descobriram pistas importantes nas características da galáxia formada pelo processo.

A Via Láctea e outras galáxias próximas reduziram o ritmo de produção de novas estrelas há muito tempo. “Uma das maiores perguntas na astronomia é o porquê de as maiores galáxias estarem mortas”, disse David Setton, coautor do estudo. Então, para descobrir o que fez com que essas galáxias “morressem”, os astrônomos precisavam procurar alguma que parou de formar estrelas novas recentemente.

A colisão entre galáxias pode arrancar o gás delas, um ingrediente necessário para a formação de estrelas (Imagem: Reprodução/NASA Hyperwall)
A colisão entre galáxias pode arrancar o gás delas, um ingrediente necessário para a formação de estrelas (Imagem: Reprodução/NASA Hyperwall)

Assim, a equipe trabalhou com dados do levantamento Sloan Digital Sky Survey, que mapeou milhões de galáxias. Depois, eles combinaram os dados às observações da rede de radiotelescópios Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA). Como resultado, eles encontraram uma galáxia na fase “pós-formação estelar”, localizada entre 6 e 7 bilhões de anos-luz de nós.

A galáxia encontrada ainda tinha gás frio, um ingrediente essencial para a formação de estrelas. Ao observá-la com o telescópio Hubble, os pesquisadores identificaram uma espécie de “cauda” de gás criada por alguma colisão, e usaram essa estrutura para reconstruir o evento que a formou. “Essa foi a ‘fumaça do fogo’, ficamos surpresos”, disse Setton, acrescentando que é raro ver o gás tão longe assim da galáxia.

Eles recriaram a colisão e a enorme força gravitacional que, além de ter “rasgado” as estrelas, deixou o fluxo de gás para trás a uma grande distância. Assim que esta cauda gasosa se dispersar, a galáxia ficará “inerte”, como as demais. Isso sugere que o processo seja mais comum do que parece, e traz também algumas pistas sobre o que poderá acontecer no futuro da Via Láctea, quando colidir com Andrômeda.

Em alguns bilhões de anos, a Via Láctea deverá colidir com Andrômeda (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, Z. Levay R. Marel; T. Hallas,. Mellinger)
Em alguns bilhões de anos, a Via Láctea deverá colidir com Andrômeda (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, Z. Levay R. Marel; T. Hallas,. Mellinger)

“Se você for a um lugar escuro e olhar para o céu noturno, poderá ver a galáxia Andrômeda, que pode fazer exatamente isso com a Via Láctea em cinco bilhões de anos”, disse Setton. “Isso nos ajuda a responder a pergunta fundamental do que acontecerá com a Via Láctea no futuro”, finalizou.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista The Astrophysical Journal Letters.

Fonte: Canaltech

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