Mercado fechado
  • BOVESPA

    96.582,16
    +1.213,40 (+1,27%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    36.801,37
    -592,34 (-1,58%)
     
  • PETROLEO CRU

    35,98
    -0,19 (-0,53%)
     
  • OURO

    1.867,20
    -0,80 (-0,04%)
     
  • BTC-USD

    13.453,71
    -89,21 (-0,66%)
     
  • CMC Crypto 200

    264,05
    +21,37 (+8,80%)
     
  • S&P500

    3.310,11
    +39,08 (+1,19%)
     
  • DOW JONES

    26.659,11
    +139,16 (+0,52%)
     
  • FTSE

    5.581,75
    -1,05 (-0,02%)
     
  • HANG SENG

    24.586,60
    -122,20 (-0,49%)
     
  • NIKKEI

    23.331,94
    -86,57 (-0,37%)
     
  • NASDAQ

    11.198,25
    -144,50 (-1,27%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7423
    +0,0079 (+0,12%)
     

Colisão que deu origem à Lua "roubou" 60% da atmosfera da Terra, mostra estudo

Daniele Cavalcante
·2 minutos de leitura

A hipótese de que a Lua se formou através de uma colisão entre a Terra e um planeta chamado Theia ganha cada vez mais reforço, com estudos que trazem mais e mais indícios. Agora, uma nova pesquisa liderada pela Durham University, no Reino Unido, mostra uma implicação desse provável impacto: nosso mundo teria perdido aproximadamente 60% de sua atmosfera nesse evento.

De acordo a chamada “hipótese do grande impacto”, a colisão aconteceu há mais de 4 bilhões de anos, quando a Terra ainda era um protoplaneta, ou seja, ainda estava em seus estágios iniciais de formação, mesmo que já fosse bem desenvolvida. A colisão com o planeta Theia — apelido assim em homenagem à mãe da deusa da Lua na mitologia grega — teria então arrancado uma boa parte do nosso mundo. Os detritos desse impacto teriam formado a Lua, e há muitos indícios de que as rochas lunares estão, de fato, relacionadas com a Terra.

Os pesquisadores envolvidos com o novo estudo realizaram simulações em um supercomputador para estudar as consequências que a colisão teria em nosso planeta. Como é difícil determinar como foi exatamente o grande impacto e como a Terra se parecia naquela época, eles executaram mais de 300 impactos diferentes em planetas rochosos com atmosferas finas. O objetivo era estudar algumas das consequências desse tipo de impacto de modo geral.

Gráfico ilustra sequência do impacto entre a proto-terra e Theia, e a subsequente formação da Lua (Imagem: Reprodução/Citronade/Wikimedia Commons)
Gráfico ilustra sequência do impacto entre a proto-terra e Theia, e a subsequente formação da Lua (Imagem: Reprodução/Citronade/Wikimedia Commons)

Como resultado, eles obtiveram uma grande quantidade de simulação de impactos entre planetas rochosos que podem ser usados ​​por cientistas que estão estudando as origens da Lua ou qualquer outra colisão que encontrem ao observar o universo. Ou seja, eles acabaram desenvolvendo uma nova técnica de prever, em especial, a perda atmosférica através de qualquer colisão. As descobertas foram publicadas no Astrophysical Journal Letters.

De acordo com o principal autor da pesquisa, Dr. Jacob Kegerreis, do Institute for Computational Cosmology, centenas de cenários foram executados nas simulações, incluindo muitos planetas em colisão diferentes, “mostrando os impactos e efeitos variáveis ​​na atmosfera de um planeta dependendo de uma série de fatores como o ângulo, velocidade do impacto ou o tamanho dos planetas”. Ele explica que as simulações “podem ser usadas ​​para restringir as diferentes formas como ela [a Lua] pode ter sido formada e nos levar mais perto de compreender sua origem”.

Através das simulações, os cientistas podem saber se os planetas envolvidos nas colisões ganharam ou perderam atmosfera, simplesmente aplicando e alterando uma ou mais variáveis referentes à composição desses mundos, por exemplo. Também é possível às vezes saber se planeta seria destruído em um possível impacto. Isso é bastante útil, pois uma vez que a simulação não aponta que a proto-Terra seria destruída em uma colisão com Theia, os cientistas podem continuar trabalhando com a hipótese do grande impacto.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: