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Colheita de café do Brasil deverá cair 17,8% em 2021, prevê Safras & Mercado

Roberto Samora
·2 minuto de leitura
Colheita de café em plantação em São João da Boa Vista, no Brasil

Por Roberto Samora

SÃO PAULO (Reuters) - A colheita de café do Brasil deverá ter uma queda de 17,8% este ano, com a severa seca do ano passado aprofundando perdas que naturalmente ocorreriam em 2021, período de baixa do ciclo bianual do arábica, estimou nesta quarta-feira a consultoria Safras & Mercado.

Segundo o consultor Gil Barabach, a safra brasileira este ano está estimada em 57,1 milhões de sacas de 60 kg, versus um recorde de 69,5 milhões em 2020.

A produção brasileira de café só não será ainda menor em 2021 porque a colheita de conilon deverá ser grande, estimada em 21,9 milhões de sacas, enquanto a de arábica foi vista em 35,2 milhões de sacas.

As lavouras de conilon, disse o analista, estão em melhores condições, e a safra deverá crescer, enquanto a colheita de arábica deve cair 30% ante 2020.

Além da seca, temperaturas acima da média durante a formação de grãos e chuvas irregulares após floradas colaboram para derrubar a produção de arábica em 2021.

Com o recuo na safra, a produção brasileira deverá ser insuficiente para atender a demanda, notou o analista.

Mas o Brasil conta com estoques iniciais maiores em 2021/22, de quase 5 milhões de sacas, versus 1,7 milhão de sacas no início da temporada anterior.

De acordo com o especialista, esses estoques aliviam um pouco o "cenário de melhora de preços", que mesmo assim é altista.

VENDAS DE CAFÉ

As vendas de café da safra de 2021, que deverá começar a ser colhida entre abril e maio, atingiram 21% do potencial produtivo, e só não estão mais avançadas "devido ao risco de não ter café para entregar", devido à quebra de safra, disse o analista.

Os números consideram vendas até 9 de fevereiro. Até dezembro, a comercialização havia atingido 19% do potencial produtivo.

Considerando o percentual mais recente, o país já vendeu cerca de 12 milhões de sacas.

Minas Gerais já comercializou 33% de sua safra esperada, enquanto São Paulo vendeu antecipadamente 41% da produção futura, segundo dados da Safras.

Com um cenário de preços firmes, o Brasil já vendeu entre 12% e 15% da safra de 2022, acrescentou o analista.

No que diz respeito à produção do ano passado, as vendas do Brasil atingiram 83% da safra (até 9 de fevereiro), acima da média histórica, de 80% para o período.

(Por Roberto Samora; edição de Luciano Costa)