Colgate tem prejuízo com desvalorização na Venezuela

A desvalorização da moeda venezuelana já começa a fazer vítimas. Ontem, a gigante norte-americana Colgate-Palmolive anunciou que a mudança no câmbio do país latino vai gerar uma perda à companhia de US$ 120 milhões no primeiro trimestre de 2013. Na sexta-feira passada, Caracas anunciou uma desvalorização do bolívar em mais de 40%, o que fez com que o dólar passasse de 4,30 bolívares para 6,30 bolívares.

"Avaliação preliminar da companhia sobre o impacto da desvalorização aponta para uma perda após o pagamento de impostos de aproximadamente US$ 120 milhões ou US$ 0,25 por ação no primeiro trimestre de 2013", diz comunicado enviado ao mercado. Segundo a Colgate-Palmolive, a perda acontece pela nova medição do balanço da filial venezuelana na data de anúncio da desvalorização.

A multinacional diz, ainda, que haverá gastos secundários nos ajustes das demonstrações financeiras para a nova taxa de câmbio. Segundo a companhia, esse impacto será entre US$ 0,05 a US$ 0,07 por ação. O valor, explica o comunicado, é necessário para que a companhia possa tomar medidas para mitigar os efeitos da desvalorização e ainda se adapte às regras de controle de preços na Venezuela.

Em companhias multinacionais, o impacto da desvalorização cambial é percebido especialmente quando os balanços das filiais são consolidados aos resultados do grupo. Com uma moeda mais fraca, a Venezuela passará a aportar menos ao resultado global. Além disso, o dólar mais caro no mercado venezuelano reduz os volumes em dólar das remessas de lucros da filial à sede.

A Colgate-Palmolive é uma das maiores empresas do setor de produtos de consumo na Venezuela. Naquele mercado, a companhia atua especialmente nos segmentos de higiene bucal, cuidado pessoal e limpeza.

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