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Coletânea de contos aborda racismo e violência no Brasil

·2 minuto de leitura

RIO — A ficcionalização de memórias de um homem negro em meio a um cenário de racismo, violência e hipocrisia das elites. É esse o mote que permeia os 24 contos que compõe o livro "Enquanto os gigantes dançam", escrito pelo jornalista Paulo Vicente Cruz e publicado pela editora Quelônio.

Morador da Glória, o autor mescla gêneros como a crônica, o ensaio e o perfil em uma obra que transforma suas memórias em histórias que evidenciam questões sociais do país. Apesar de tratar de temas com altas dimensões em situações de tensão — como na história em que um “homem sujo” é atacado por uma horda de gente de bem em um “bairro limpo”, Paulo acredita que a força dessas pautas está nos detalhes:

— A ideia desses contos é mostrar como temas grandes, como racismo e violência, estão presentes nas nossas relações, em pequenos detalhes e, principalmente nas minhas memórias. Apesar de eu tratar tudo como ficção e exagerar em diversos momentos, tem muito da minha trajetória de vida sentimental e familiar nestes textos, a memória tem um pouco disso mesmo, a gente costuma preencher nossas memórias com coisas que achamos que possam ter acontecido, não é?

O livro é formado por textos escritos pouco antes da pandemia e alguns mais antigos, escritos em 2007. Para ele, revisitar o passado foi um processo de maturidade, vendo que apesar de ter passado por mudanças, muitas de suas experiências da época ainda o marcam e continuam fazendo sentido em sua vida. Ainda que assuma um teor social, conta que as histórias ganham esses moldes sem intenção e que deixa suas ideias fluirem.

— Não escrevo com o intuito de denunciar, mas de compartilhar minha estupefação com esses temas. Eu acho importante termos coragem de olhar para o nosso redor e ver que também contribuímos para situações absurdas, que acontecem de maneira natural. Quando me sento para escrever as ideias apenas transbordam, não há uma intenção definida — conta.

*Estagiário, sob a supervisão de Milton Calmon Filho

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