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Colapso do minério se aprofunda com dados de fábricas da China

(Bloomberg) -- O minério de ferro afundou mais de 7% na segunda-feira e atingiu o menor nível desde o início de 2019, com dados de fábricas na China que aumentam o pessimismo em relação à demanda por aço.

A matéria-prima siderúrgica teve seu pior mês em mais de um ano, diante de poucos sinais de uma recuperação decisiva da economia na China, com perdas cada vez maiores para as usinas do país. O indicador oficial de atividade fabril da China para outubro veio abaixo das estimativas e sinalizou uma contração.

A crise imobiliária chinesa e as medidas do Covid Zero têm pesado muito sobre a construção, e a demanda por aço não registrou o tipo de recuperação normalmente esperado para o setor nos últimos dois meses, normalmete os mais movimentados para obras.

Os preços do minério também sofreram com a perda de confiança dos mercados chineses após o congresso do Partido Comunista.

As siderúrgicas do maior produtor mundial passam por um momento difícil, com margens apertadas devido à queda dos preços de produtos importantes como vergalhões e bobinas laminadas a quente. Isso tende a pressionar os preços das matérias-primas à medida que as usinas tentam conter as perdas. O índice de gerentes de compra do setor de aço chinês para outubro apontou uma contração considerável da produção.

Mesmo assim, analistas do Citigroup, incluindo Jack Shang, disserm em nota que a demanda da construção pode ter chegado ao fundo do poço e que o setor siderúrgico deve se beneficiar da retomada da atividade.

Os futuros de minério de ferro em Singapura caíram até 7,1% na segunda-feira, para US$ 75 a tonelada, o menor nível desde janeiro de 2019.

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