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Colapso da saúde na COVID-19? Falta de oxigênio é ameaça para a Índia

Fidel Forato
·3 minuto de leitura

Na quarta-feira (21), mais de 20 pacientes infectados pelo coronavírus SARS-CoV-2 morreram na Índia por falta de oxigênio, enquanto estavam entubados em um hospital no estado de Maharashtra. Atualmente, o país enfrenta um dos piores momentos da pandemia da COVID-19 e, nesta quinta-feira (22), registrou o maior número global de novos casos da doença em 24h. Foram 314 mil novos casos da infecção.

Desde a chagada do coronavírus, a Índia acumula 15,9 milhões de casos da doença e 184,6 mil mortes. No entanto, a segunda onda da COVID-19 é motivo de preocupação entre os profissionais de saúde no país, diante de um eventual colapso do sistema de saúde indiano. “Definitivamente, há uma escassez de oxigênio em todo o país”, afirmou Shashank Joshi, endocrinologista e membro da força-tarefa contra a COVID-19 em Maharashtra, para o jornal New York Times. “A situação é sombria”, completou.

Falta oxigênio para o tratamento de casos graves da COVID-19 na Índia (Imagem: Reprodução/Chalabala/Envato Elements)
Falta oxigênio para o tratamento de casos graves da COVID-19 na Índia (Imagem: Reprodução/Chalabala/Envato Elements)

Falta de oxigênio na Índia para o tratamento da COVID-19

Desde a semana passada, hospitais indianos alertam sobre uma eventual escassez de oxigênio para o tratamento de pacientes entubados em decorrência do coronavírus. Em alguns hospitais, funcionários apontaram que, sem o reabastecimento, o suprimento acabaria em algumas horas. “Ninguém imaginava que isso aconteceria”, afirmou Subhash Salunke, consultor do estado de Maharashtra.

No entanto, a situação que era mais localizada está se espalhando por todo o país e a falta do suprimento é um dos aspectos mais graves, até agora, da segunda onda da COVID-19. Na terça-feira (20), hospitais da capital do país, Nova Delhi, anunciaram os baixos estoques de oxigênio.

Para evitar a crise de desabastecimento, o governo indiano adaptou as linhas de trem para que fosse possível o transporte de cilindros através delas. O ministério da saúde local estima que a demanda diária de oxigênio nos hospitais atingiu 60% da capacidade de produção diária de todo o país.

Fata de oxigênio, nova variante do coronavírus e vacinação

Atualmente, a situação da Índia pode ser comparada com a realidade enfrentada por Manaus, no estado do Amazonas, em janeiro deste ano. O sistema de saúde do estado brasileiro entrou em colapso também pela falta de oxigênio para pacientes entubados em decorrência da COVID-19. Inclusive, foram relatados casos de pacientes que faleceram por falta do suprimento. De forma semelhante, os dois países precisaram se movimentar para reabastecer o estoque interno do item fundamental para a recuperação dos casos graves do coronavírus.

Além disso, recentemente, pesquisadores identificaram uma nova cepa do coronavírus na Índia. As autoridades de saúde indianas ainda estão verificando se a variante pode ser mais infecciosa ou menos afetada pelas vacinas. No entanto, é provável que a cepa seja mais transmissível, de forma semelhante à encontrada no Reino Unido ( B.1.1.7) e a de Manaus (P.1). Esta última foi um dos motivos que levou ao agravamento da crise brasileira.

Outro desafio para a Índia é a questão da vacinação contra a COVID-19, já que até o momento 129,65 milhões doses da vacina foram aplicadas — vale lembrar que alguns imunizantes demandam duas doses e, por isso, o número de imunizados é inferior ao número de doses aplicadas —, de acordo com a plataforma Our World in Data. Embora o número de doses aplicadas ultrapasse os 100 milhões, o que é algo significativo considerando a escassez do imunizante no globo, é um valor baixo para o país com mais de um bilhão de habitantes.

Fonte: Canaltech

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