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Colapso da Antártida pode acontecer mais cedo do que se pensava, revela estudo

·2 min de leitura

Um novo estudo, conduzido pela University of Bonn, revela mais uma informação preocupante sobre o real estado da saúde climática do nosso planeta. Segundo a pesquisa, o aquecimento global pode antecipar o ponto de inflexão do gelo que cobre a Antártida em 10 anos — bem mais cedo e rápido do que se pensava. Uma consequência disso, além da elevação do nível dos mares, é a perda do habitat do qual muitas espécies dependem para sobreviver.

O ponto de inflexão significa que, uma vez ultrapassado, não há nada que possa ser feito para reverter determinada situação. Neste caso, se aplicaria à camada de gelo no continente gelado. E, de acordo com os autores do novo estudo, a Antártida já pode estar atravessando esse estado crítico. Para entender como a região se comporta hoje, os pesquisadores observaram os últimos 20 mil anos — que data da última era do gelo — registrados nos núcleos de gelo extraídos do fundo do mar.

Colapso da Antártida pode estar próximo (Imagem: Reprodução/Uni Bonn/Michael Weber)
Colapso da Antártida pode estar próximo (Imagem: Reprodução/Uni Bonn/Michael Weber)

A paleontologista Zoë Thomas, da University of New South Wales e coautora do estudo, explicou que, durante épocas em que a camada de gelo recuou no passado, isto aconteceu de forma abrupta, onde a Antártida perdeu massa de gelo em questão de um ou duas décadas. À medida que os icebergs se desprendem do continente, eles flutuam pelo canal conhecido como Beco do Iceberg, e os detritos liberados por eles se acumulam no fundo do mar.

Esse acumulo de detritos, localizado a 3,5 km abaixo da superfície do mar, forneceu aos pesquisadores um registro das dinâmicas passadas. Os pesquisadores, então, combinaram estas informações com modelos de computador para entender o comportamento do gelo, identificando oito fases de recuo do gelo ao longo dos últimos milênios. Em todas elas, tanto a perda quanto a recuperação do manto de gelo levaram cerca de 10 anos.

Mapa da localização e deslocamento dos icebergs (Imagem: Reprodução/Michael Weber et al.)
Mapa da localização e deslocamento dos icebergs (Imagem: Reprodução/Michael Weber et al.)

Esta descoberta só corrobora ainda mais com o monitoramento da Antártida realizado por satélites ao longo dos últimos 40 anos, os quais revelam uma perda crescente de gelo no interior do continente congelado. O estudo também apontou o mesmo padrão na elevação do mar em cada uma dessas fases, onde os oceanos são afetados ao longo de vários séculos ou até mesmo milênios. Os pesquisadores temem que o continente já esteja atravessando esse ponto sem volta.

Segundo Thomas, caso o sistema de gelo da Antártida leve apenas uma década para ruir, isto é muito assustador, “porque se a camada de gelo da Antártica se comportar no futuro como se comportou no passado, devemos estar experimentando a inclinação agora mesmo”, acrescentou a paleontologista. Outras evidências também apontam para este mesmo cenário, incluindo modelos climáticos que revelam a crescente perda do manto de gelo nos próximos anos.

A pesquisa foi publicada no periódico científico Nature Communications.

Fonte: Canaltech

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