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Colômbia tem planos para carvão apesar de saída da Glencore

James Attwood e Oscar Medina
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A Glencore pode ter decidido deixar suas minas de carvão na Colômbia, mas o país tem outros planos.

A Colômbia, mais conhecida por seu café e petróleo, também é uma importante fornecedora para usinas de energia europeias movidas a carvão. Embora esse mercado possa estar encolhendo com a iniciativa da Europa de promover energia limpa, ainda há muita demanda em outros lugares pelo combustível fóssil, de acordo com o ministro de Minas e Energia, Diego Mesa.

O governo colombiano aposta que o carvão continuará a desempenhar papel importante na matriz energética da Ásia no futuro próximo. Depois que a produção colombiana despencou no ano passado em meio a uma greve e à decisão da Glencore de suspender as operações em um mercado deprimido, Mesa espera que a produção se recupere. Enquanto a Glencore planeja começar a devolver contratos de suas minas da filial Prodeco, a Colômbia espera encontrar um novo operador.

“Esses ativos continuam a interessar a muitos investidores, especialmente os asiáticos”, disse Mesa em entrevista em Bogotá na quinta-feira.

Duas das seis áreas licenciadas da Prodeco têm carvão suficiente para continuar as operações por mais uma década, disse Mesa. O ministério e a Glencore, maior exportadora mundial de carvão, estão em contato com algumas empresas interessadas em ficar com as áreas, afirmou.

A China, que queima metade da oferta mundial de carvão, conseguiu reduzir a participação do combustível em sua matriz energética nos últimos anos, mas isso aconteceu com o aumento do consumo total de energia, o que significa que a quantidade de carvão queimado não mudou muito desde o início da década de 2010. Na verdade, após uma queda acentuada nos últimos anos, a demanda global por carvão deve aumentar ligeiramente este ano antes de se estabilizar até 2025, de acordo com a Agência Internacional de Energia.

A Glencore não quis comentar além de um anúncio de fevereiro de que planejava começar a devolver os contratos depois que o governo se recusou a permitir que prolongasse a suspensão da operação. Embora uma análise da empresa tenha concluído que a retomada das operações não seria econômica, Mesa disse que seria lucrativa para outro proprietário.

Ainda assim, vender não é a única opção. As minas podem ser fechadas ou a Colômbia pode leiloar as licenças. Mas a transferência das licenças da Glencore para outro investidor certamente está na mesa, mesmo que alguns pesos-pesados da mineração saiam do setor de carvão na tentativa de tranquilizar investidores sobre o impacto ambiental.

“Recebemos interesse de empresas localizadas na Ásia e de empresas que já têm operação na Colômbia”, disse o ministro, acrescentando que o país pode aumentar a competitividade por meio do pagamento de royalties.

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