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Colômbia registra recordes de violência no início de 2021 (tribunal de paz)

·2 minuto de leitura
Ex-líderes guerrilheiros das FARC e atuais membros do partido político Força Revolucionária Alternativa Comum (FARC), posam na entrada do Palácio Presidencial Narino em Bogotá em 6 de novembro de 2020 antes de encontrar o presidente Iván Duque.

O início de ano foi o mais violento desde a assinatura do acordo de paz com a ex-guerrilha das FARC, em 2016, denunciou nesta terça-feira (26) o tribunal de paz encarregado de investigar os piores crimes do conflito na Colômbia.

Os primeiros dias de 2021 foram os mais violentos "em termos de massacres, confrontos armados e ameaças de morte a lideranças sociais, desde a assinatura" do pacto que desarmou aquela que foi a guerrilha mais poderosa da América, afirmou em nota a Jurisdição Especial para a Paz (JEP).

De acordo com o tribunal, entre os dias 1º e 24 de janeiro ocorreram 14 confrontos entre grupos armados e a força pública, enquanto no mesmo período de 2020 ocorreram nove.

As ameaças de morte a defensores dos direitos humanos saltaram de quatro para 13 e os massacres - ou assassinatos de três ou mais pessoas no mesmo evento - aumentaram de cinco para seis.

A JEP também destacou o homicídio de 14 lideranças sociais, o assassinato de cinco ex-combatentes das FARC e sete confrontos entre grupos armados no período avaliado.

Dividido por quase seis décadas de lutas internas, o país acreditava ter virado a pior página da violência com o desarmamento dos paramilitares de extrema direita (2006) e dos rebeldes marxistas (2017).

Mas a violência eclodiu no país, com uma explosão de grupos que se adiantaram ao Estado na reconquista de áreas deixadas pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, apesar do desarmamento de seus 7.000 combatentes.

A nova onda de conflitos deslocou cerca de 200 pessoas e confinou cerca de 80 famílias até agora este ano, de acordo com a JEP.

O governo do presidente conservador Iván Duque atribui a violência aos guerrilheiros que se marginalizaram do pacto de paz, além das organizações financiadas pelo narcotráfico e que disputam entre si o controle de territórios-chave.

Ex-combatentes e líderes sociais são vistos em muitos casos como inimigos por organizações que buscam expandir plantações ilegais, matéria-prima de cocaína ou assumir o controle territorial, de acordo com investigações locais.

O conflito armado de quase seis décadas deixou mais de nove milhões de vítimas, entre mortos, desaparecidos e deslocados.

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