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Colômbia envia ministro e CEOs a NY para restaurar confiança

·2 min de leitura

(Bloomberg) -- José Manuel Restrepo, ministro da Fazenda da Colômbia, é diplomático quando perguntado sobre a decisão das agências de classificação de risco de rebaixar a nota de crédito do país este ano. “Estavam apenas fazendo seu trabalho”, diz.

Mas então dispara - em tom rápido e um tanto desafiador - uma longa lista de coisas que, segundo o ministro, prova que a Colômbia está fazendo tudo o que a S&P Global Ratings e a Fitch Ratings, além dos investidores, estão pedindo para que o país recupere o status de grau de investimento. Gerar crescimento econômico? Sim. Aumentar a receita tributária? Sim. Administrar o déficit em conta corrente? Sim.

“Estamos dando seguimento a todas as coisas que devemos fazer para continuar a enviar essa mensagem de confiança na economia”, disse em entrevista em Nova York.

É o segundo dia de uma viagem agitada de três dias para Restrepo, que assumiu o cargo em maio quando seu antecessor foi destituído depois que uma proposta de aumento de impostos gerou protestos violentos em um país devastado pela pandemia. O ministro visitou a Cidade do México na terça-feira e estará em Washington na quinta, e trouxe na comitiva CEOs de algumas das maiores empresas da Colômbia - Ecopetrol, Bancolombia, Grupo Nutresa - para participar de algumas das reuniões.

E, embora Restrepo diga que a viagem foi agendada bem antes dos rebaixamentos começarem em maio, está claro que seu objetivo principal é aumentar a confiança dos investidores após as mudanças. Entre os pontos que rapidamente destaca na entrevista: a economia está se recuperando mais rápido do que muitos outros pares, com previsão de crescimento de 6% este ano, após a retração de 7% no ano passado. Mais importante, os esforços para retomar o projeto de lei tributária fracassado estão no caminho certo, dando-lhe confiança de que o Congresso vai aprová-lo até o final de agosto para combater um déficit fiscal que deve responder por 8,6% do PIB este ano.

O ministro foi inflexível ao afirmar que a combinação de políticas que a Colômbia escolheu diante da pandemia - alguns estímulos fiscais de curto prazo seguidos rapidamente por austeridade e aumentos de impostos para estabilizar as finanças - foi a correta, independentemente da recente turbulência social. As coisas teriam sido muito piores se o governo não tivesse adotado as medidas, disse.

“Fizemos tudo o que podíamos”, disse Restrepo, de 50 anos. “E ainda temos que fazer mais.”

O novo plano tributário deve ser muito mais palatável para os colombianos. Por um lado, o governo está descartando as propostas mais impopulares que teriam levado a classe média a pagar mais. Em vez disso, o fardo recairá principalmente sobre os que ganham muito e sobre as empresas, repetiu Restrepo constantemente.

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