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Cochilo rápido pode ajudar na criatividade; entenda a técnica de Salvador Dalí

·2 min de leitura

Salvador Dalí, um dos pintores mais famosos do mundo e que nos deixou em 1989, contava com uma tática um tanto quanto curiosa para ter mais criatividade em suas obras. Pensando nessa técnica, cientistas resolveram estudar o que acontece com o cérebro e se ela realmente deixa as pessoas criativas.

Na hora de dormir, ele levava consigo para a cama uma colher ou um molho de chaves. Então, ele segurava esse objeto com mão e o segurava na beirada de onde estava dormindo, deixando-o no rumo de um prato de metal, logo abaixo. Quando caía no sono, o objeto escorregava de sua mão, atingia o prato e o acordava de um sono rápido e leve.

Dalí dizia acreditar que este tipo de sono o dava uma injeção de criatividade, e ele se levantava para trabalhar imediatamente após o barulho da colher ou das chaves caindo. A técnica, no entanto, parece estranha e nada eficaz, mas pesquisadores a exploraram e descobriram que, de fato, ela pode funcionar com algumas pessoas.

<em>Salvador Dalí segurava um molho de chaves antes de dormir para acordar assim que ele caísse de sua mão (Imagem: Reprodução/pch.vector/Freepik)</em>
Salvador Dalí segurava um molho de chaves antes de dormir para acordar assim que ele caísse de sua mão (Imagem: Reprodução/pch.vector/Freepik)

Como?

A fim de entender a tática de Salvador Dalí para ter um despertar criativo, uma equipe de pesquisadores convidou pessoas para resolverem problemas matemáticos. Cada problema contava com uma regra oculta que, se eles encontrassem, conseguiriam resolvê-lo quase que de forma instantânea.

Depois de tentar resolver o problema e não conseguir, os participantes foram divididos entre três grupos para tentar novamente, e a divisão ficou assim: pessoas que continuarão acordadas, que foram autorizadas a entrar no estágio de sono leve, conhecido como N1, por mais de 30 segundos, e pessoas que poderiam pegar no sono por pelo menos 30 segundos. Depois desse processo, eles tiveram que tentar resolver os problemas matemáticos mais uma vez e tentar identificar a regra oculta.

Resultados

Então, os participantes que ficaram pelo menos 15 segundos no sono N1 conseguiram triplicar suas chances de encontrar a regra oculta, implicando em um maior pensamento criativo em comparação com os que ficaram acordados. Assim, 83% das pessoas que entraram no sono N1 conseguiram detectar a regra, enquanto no grupo de acordados somente 30% dos voluntários foram capazes de fazer a identificação.

"Aqui, mostramos que a atividade cerebral comum à zona crepuscular entre o sono e a vigília (sono leve) acende faíscas criativas. Acreditamos que o N1 apresenta um coquetel ideal para a criatividade", dizem os autores do estudo, revelando ainda que em níveis mais profundos de sono o efeito iria embora.

<em>O estudo comprovou que a tática desperta a criatividade (Imagem: Reprodução/drobotdean/Freepik)</em>
O estudo comprovou que a tática desperta a criatividade (Imagem: Reprodução/drobotdean/Freepik)

Pode ser feito em casa

Os pesquisadores dizem ainda que a técnica de Dalí pode ser feita em casa, pois não exige nenhum material a não ser um objeto cotidiano, podendo ser aplicada por qualquer pessoa ansiosa em busca da criatividade.

Ainda assim, mais estudos devem ser feitos para entender os efeitos da tática no cérebro. "Essas experiências hipnagógicas podem ser consideradas uma versão exacerbada de pensamentos espontâneos despertos, e também fomentam a geração de novas ideias", completa a pesquisa.

Fonte: Canaltech

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