CNI estima crescimento de 0,9% do PIB em 2012

O crescimento da economia brasileira deve ser de apenas 0,9% este ano, segundo projeção divulgada nesta segunda-feira na edição especial do Informe Conjuntural da Economia Brasileira da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Para 2013 a projeção é mais otimista, com uma taxa de 4%. De acordo com os números apresentados pela entidade, o resultado do Produto Interno Bruto será bastante influenciado pelo resultado setorial da indústria neste e no próximo ano. Para 2012, a projeção é de uma queda do PIB industrial de 0,6%, mas uma recuperação de 4,1% em 2013.

O consumo das famílias pouco se alterará nos dois períodos. A CNI projeta uma elevação de 3,1% em 2012 e de 3,8% em 2013. Já os investimentos, identificados pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) devem mostrar um salto de um ano para o outro, já que a confederação prevê uma queda de 4,5% este ano, mas uma alta de 7% em 2013. A taxa de desemprego também deve ficar equilibrada neste e no próximo ano, passando de 5,5% da população economicamente ativa (PEA) em 2012 para 5,3% em 2013.

Para a CNI, a inflação deve registrar uma alta de 5,5% este ano e repetir o porcentual em 2013. A entidade também prevê manutenção da Selic em 7,25% ao ano ao final de 2012 e de 2013.

De acordo com o Informe, a economia teve um desempenho frustrante em 2012, que já pode ser considerado um "ano perdido". "Desde o final do ano passado, a CNI chama a atenção para o fraco desempenho da economia, particularmente da indústria, e para a necessidade de um crescimento do investimento em equilíbrio com o crescimento do consumo das famílias", apontou o Informe Conjuntural.

A entidade alertou que a concretização de suas estimativas depende da redução dos custos da produção e do aumento da produtividade. "O retorno a um crescimento vigoroso exige um ataque frontal ao problema da competitividade", advertiu a CNI.

"Esse ataque engloba duas vertentes: a pública e a privada. O governo deve concentrar as políticas públicas na melhora da infraestrutura, na redução dos custos sistêmicos e na concessão de um ambiente de estímulo ao investimento. As empresas, em resposta aos menores custos e a um ambiente favorável aos negócios, devem investir em inovação e no aumento da produtividade".

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