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CNI elogia aprovação de reforma da Previdência em 1º turno no Senado

Juliano Basile

Para entidade, conclusão abre espaço para discussão de novos projetos e ajuda a melhorar a confiança na economia O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, elogiou a aprovação da reforma da Previdência no Senado, mesmo com as alterações que ocorreram na tramitação deste processo, como a mudança no ponto que tratava do pagamento de abono salarial.

Para ele, a reforma vai contribuir para o equilíbrio das contas do governo e também deverá ajudar a reverter os crescentes desequilíbrios fiscais de Estados e municípios, com a PEC paralela.

“Ao incluir os servidores de Estados e municípios nas novas regras de acesso à aposentadoria por meio da proposta de emenda constitucional paralela, a reforma terá efeitos ainda mais positivos sobre a confiança dos agentes econômicos e as decisões de investimentos, o que é crucial para a retomada do crescimento econômico”, afirmou Andrade.

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, defende a aprovação da reforma da Previdência em primeiro turno

Luis Ushirobira/Valor

De acordo com a CNI, as perdas impostas à economia prevista com a reforma prejudicam a busca pelo equilíbrio das contas da Previdência. Mas, com a PEC paralela, afirmou ele, o Senado aperfeiçoou o texto que já havia sido aprovado na Câmara dos Deputados.

“A reforma é capaz de equacionar o déficit da Previdência no médio prazo, trazendo mais previsibilidade para as contas públicas. Isso garantirá o pagamento das merecidas aposentadorias aos brasileiros”, disse Andrade.

A CNI apreciou o fato de a reforma promover maior equidade social e adaptar as regras de acesso à aposentadoria às mudanças demográficas dos últimos 50 anos, quando o número de brasileiros com idade superior a 65 anos triplicou e a expectativa de vida aumentou substancialmente, com a melhoria das condições de vida populacional.

Andrade também destacou que a aprovação da reforma da Previdência abre espaço político para o debate de outros temas fundamentais para o país, como as mudanças no sistema tributário, as privatizações, a desburocratização, o licenciamento ambiental e medidas microeconômicas capazes de facilitar a vida dos empreendedores, aumentar a segurança jurídica, alavancar investimentos e modernizar o país.

Para ele, há outras propostas em trânsito no Congresso que ainda devem ser aprovadas.

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