CNI detecta alta da confiança do empresário industrial

O mês de novembro está sendo marcado pela recuperação da confiança entre os empresários da indústria. Essa indicação de otimismo está presente na pesquisa Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), divulgada nesta quarta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O Icei cresceu 2,2 pontos sobre o mês de outubro, atingindo 58,4 pontos. Em relação a novembro de 2011, a alta foi de 3,3 pontos. O índice varia de zero a 100. Valores acima de 50 pontos indicam confiança.

A CNI ressalta que o Icei de novembro registrou valores acima de 50 pontos nos três segmentos da indústria (de transformação, extrativa e da construção), em todos os portes (pequenas, médias e grandes empresas) e em todas as cinco regiões do Brasil. Na indústria da transformação, o Icei chegou a 57,6 pontos este mês (ante 55,5 pontos, em outubro), sendo que o setor de farmacêuticos foi o mais confiante (63,1 pontos). O menor índice foi registrado no setor de manutenção e reparação (50,6 pontos). Na indústria extrativa, o índice de novembro alcançou 58,5 pontos (55,4 pontos, no mês anterior). Na indústria da construção, o Icei deste mês alcançou 58,9 pontos (57,0 pontos em outubro).

Por região, os empresários industriais com maior otimismo estão no Nordeste (61,2 pontos). Em segundo lugar ficou o Centro-Oeste (60,3 pontos), seguido pela região Norte (58,7 pontos). A região Sul foi a quarta colocada, com 57,3 pontos e por último vem a região Sudeste, com 55,7 pontos. A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 14 de novembro com 2.261 empresas, das quais 786 de pequeno porte, 883 médias e 592 grandes. A pesquisa avalia percepções dos empresários industriais em relação às condições atuais da economia e da empresa e as expectativas para os próximos seis meses também em relação à economia brasileira e à empresa.

O economista da CNI Marcelo de Ávila explica que a alta geral dos índices de confiança reflete a recuperação da atividade da indústria no segundo semestre, mesmo que lentamente. Ele lembra que havia uma expectativa de fortalecimento da atividade no primeiro semestre que acabou não se concretizando. "A recuperação esperada para o começo do ano está ocorrendo somente agora, refletindo no índice de confiança", afirma.

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