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CNC: Vendas no varejo relacionadas ao Dia das Crianças devem cair 4,8%

Alessandra Saraiva
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Entidade estima que segmentos procurados nessa época tendem a amargar perdas: brinquedos e eletroeletrônicos (-2,5%); livrarias e papelarias (-9,9%) e lojas de vestuário e calçados (-22,1%) As vendas relacionadas ao Dia das Crianças, comemorado em 12 de outubro, devem mostrar neste ano um recuo de 4,8% ante a mesma data em 2019, segundo estimativas da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Porém, mesmo com a pandemia, a queda não será tão intensa quanto a observada em 2016, quando as vendas caíram 8,1% devido à recessão daquele ano. Com o recuo, a data deve movimentar R$ 6,2 bilhões em 2020. De acordo com a CNC, a data é a terceira mais importante para o varejo, atrás apenas de Natal e Dia das Mães. No levantamento sobre as vendas para a data, a confederação pesquisou 11 itens mais lembrados na ocasião. Dessa listagem, cinco deverão estar mais baratos do que na mesma data no ano passado. Nessa comparação, são esperados recuos nos preços de brinquedos (-7,5%) e itens de vestuário, como sapato infantil (-5,8%) e tênis (-3,1%). Em contrapartida, os serviços relacionados a lanches deverão estar 10,2% mais caros que em 2019, informou a CNC. Marcelo Camargo/ABr A entidade alertou que segmentos procurados nessa época, historicamente com aumento sazonal de vendas, tendem a amargar perdas. São estimados recuos nas vendas de brinquedos e eletroeletrônicos (-2,5% ou decréscimo de R$ 1,3 bilhão); livrarias e papelarias (-9,9% ou queda de R$ 48,1 milhões); e lojas de vestuário e calçados (-22,1% ou diminuição de R$ 489 milhões). Em nota, o economista da CNC Fabio Bentes comentou que os sinais de retomada no varejo, após o impacto da covid-19 a partir de março, ainda não são completos em diversos segmentos do setor, “especialmente naqueles três nos quais são esperadas perdas”. Por sua vez, o presidente da CNC, José Roberto Tadros, citou fatores que inibem o poder aquisitivo do consumidor nessa data, como “travamento” do mercado de trabalho; desemprego em alta, aumento da informalidade e subutilização da força de trabalho. “É um desafio para o setor [do varejo] não apenas para esta data comemorativa, mas também para as demais que estão por vir”, afirma Tadros, ressaltando que “a redução do valor do auxílio emergencial, a partir de setembro também deverá dificultar a retomada das vendas, mesmo em um cenário de inflação e juros baixos”.